A Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina completou o aniversário na última segunda-feira, mas a festa acontece neste domingo. A cerimônia, na sede da entidade vai ter a inauguração da galeria dos 13 ex-presidentes, entrega de troféus e almoço para convidados.
Nestas três décadas e meia, a associação se destacou por inúmeras conquistas para a categoria em Londrina e região. De acordo com o presidente da AEA.LD, Sérgio Dotto, a categoria mobilizada teve participação decisiva na criação do Iapar, a vinda da Embrapa Soja para Londrina, a criação da Secretaria de Agricultura do município e a instalação do curso de agronomia na Universidade Estadual de Londrina. ''Nossa entidade surgiu como forma de promover a classe do ponto de vista técnico, social e profissional'', disse o presidente.
O embrião da AEA.LD surgiu em 1969 congregando cerca de 70 profissionais, que formaram o Núcleo dos Engenheiros Agrônomos de Londrina. Dessa época, o único membro ainda presente é o vice-presidente, Florindo Dalberto. Ele, que também é presidente da Adetec (Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina) foi um dos incentivadores de outro capítulo importante na história da entidade: a parceira com a Folha de Londrina na criação da Folha Rural. O núcleo elaborava o suplemento a ser publicado no jornal. ''Foi uma forma de socializar o conhecimento, que na época estava restrito a poucos pesquisadores'', lembra Dalberto.
A conquista mais recente da associação foi a inauguração da sede própria, no Jardim Granville. O local conta com campo de futebol e salão, numa área total de 12 mil metros quadrados. ''Foi uma luta de 20 anos, que ainda não terminou. As obras não terminaram ainda'', resume Dotto. A entidade se mantém com mensalidade, anuidade dos sócios e com a promoção de eventos técnicos.
Palestras e congressos que, ao longo dos 35 anos, elevaram o nível dos profissionais londrinenses. Dotto considera que, junto com o agricultor, o agrônomo é a base do agronegócio. ''É um profissional que está presente desde a pesquisa de novas tecnologias, a difusão e assistência técnica com a presença no campo''. O presidente e o vice têm a mesma opinião quanto à realidade do mercado. ''Não acho que o mercado está saturado, pois hoje o engenheiro agrônomo atua em muitas áreas, da pesquisa à extensão, em funções administrativas e até vendas'', conclui Sérgio Dotto.

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