Assistência técnica traz produtores à realidade
Para conquistar bons resultados com um plantel, a assistência técnica é uma ferramenta indispensável. Por causa disso, um braço direito do programa de desenvolvimento da ovinocultura paranaense é o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que além de fomentar a produção, ajuda a levar aos ovinocultores metodologias que propiciam melhorias em quantidade e qualidade do produto.
O coordenador do programa no Emater, o médico veterinário Cézar Amin Pasqualin, explica que a primeira proposta do projeto é fazer a distribuição dos animais. Feito isso, toda a cadeia produtiva, que envolve desde a compra de insumos até a comercialização da carne, começa a ser estruturada com a devida assistência técnica.
O objetivo desse acompanhamento, avalia Pasqualin, é para que o ovinocultor não entre de forma desorganizada no mercado. "Trabalhamos o produto dentro e fora da porteira das cooperativas", aponta o técnico. A partir da assistência técnica, o Emater deve trabalhar nas cooperativas que receberam esses incentivos com base nas atuais exigências do mercado. "Queremos que a produção de cordeiros no Estado seja constante, com carne disponível o ano todo", completa.
De uns tempos para cá, Pasqualin tem observado que alguns produtores já encararam profissionalmente a atividade. "Na ovinocultura não se faz o que quer e quando quer", completa. O especialista compara que diferente da produção de commodities agrícolas, quando o agricultor faz o trabalho sozinho, na ovinocultura o pecuarista precisa trabalhar em grupo se quiser sobreviver. Contudo, o veterinário do Emater afirma que muitos ainda não encaram a atividade de forma profissional, mas reitera que a maioria já começou a fazer o dever de casa.
Apoio
Com um corpo técnico restrito para a prestação de serviços aos produtores do Paraná, Pasqualin explica que o Emater não tem condições para atender toda a demanda. Para auxiliar os criadores não atendidos pela entidade, o órgão realiza eventos e encontros para levar orientações básicas sobre como aumentar a quantidade e a qualidade do rebanho ovino. O coordenador do programa também lembra que a responsabilidade sobre a assistência técnica também deve ser das cooperativas e, no caso de produtores independentes, das prefeituras dos municípios.
No manejo, Pasqualin conta que o grande diferencial, quando a assistência técnica atua, é a melhoria da sanidade do rebanho. "Os itens básicos da assistência técnica estão relacionados ao manejo, idade e pré-abate", destaca. O especialista conta que a redução média no índice de mortalidade passou de 12% para até 2% se forem comparadas as áreas com e sem a presença de um apoio técnico. "Com esse trabalho, a partir de agora o nosso objetivo é conquistar ainda mais o aumento de produção para atender todo o mercado, incluindo as churrascarias", destaca. (R.M.)





