Assistência técnica se defende
O extensionista Carlos Biasi, da Emater Estadual, foi um dos implementadores do projeto das Vilas Rurais durante o governo Jaime Lerner. Ele recorda que as vilas eram uma proposta de habitação rural para bóias-frias e diaristas que trabalhavam em grandes propriedades. Cada lote foi idealizado com 5 mil metros quadrados e uma casa de 44 metros quadrados com água e luz. Um telefone público atenderia toda a comunidade, que também deveria contar com escola e posto de saúde próximos. ''A idéia era melhorar as condições de vida desta população'', assegura.
Todos os trabalhadores receberiam treinamentos e equipamentos para plantar culturas de subsistência. Inicialmente foram cultivados feijão e milho, que complementavam a alimentação das famílias. Segundo Biasi, alguns trabalhadores investiram no café e na olericultura, enquanto outros aproveitavam os alimentos para alimentar vacas e porcos. ''Os projetos variavam de acordo com as habilidades das famílias, mas tinham o objetivo único de melhorar a renda'', diz.
Enquanto o projeto foi prioritário, assinala o extensionista, as vilas rurais recebiam visitas constantes de técnicos e assistentes sociais da Emater. ''Com a mudança de governo, os recursos diminuiram, assim como a disponibilidade dos técnicos, que passaram a tocar novos projetos'', afirma Biasi. Segundo ele, os trabalhadores rurais não foram deixados de lado. ''Só passaram a ser tratados como os demais agricultores do Estado, que recebem o apoio da Emater conforme as demandas do campo'', completa. (M.G.)





