Assistência técnica para otimizar processo
A segurança técnica é um suporte essencial para o programa Alimento Seguro. De acordo com Natalino Avance de Souza, diretor técnico do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a criação do programa paranaense de rastreabilidade é uma nova realidade para a agricultura do Estado. Mas Souza considera que é necessário que se respeite o período para a adaptação, sem grandes cobranças junto aos produtores. ''De uma forma geral, o agricultor é consciente e tecnificado, por isso não espero grandes problemas'', destaca.
Souza acrescenta que o apoio do Emater neste período é fundamental para que os produtores se adequem às normas. ''Vamos começar o apoio mais intensivo nas regiões de Curitiba, Londrina e Maringá'', destaca. O papel da entidade, completa o diretor técnico, é orientar o pequeno produtor para a concretização do modelo de agricultura sustentável. ''Na medida em que a legislação aumenta, vamos ter que adequar os trabalhos junto aos produtores'', sublinha.
Contudo, Souza observa que o suporte do Emater não é o suficiente para atender toda a demanda, principalmente no que diz respeito à estrutura física e pessoal. ''Está em estudo o processo de incorporação de 520 novos extensionistas''. O representante do órgão completa que para que nenhum produtor fique desassistido, cooperativas e Ongs devem se juntar para prestar apoio aos produtores. Segundo ele, o Paraná possui 371 mil propriedades rurais. Desse total, 100 mil não recebem nenhum tipo de extensão rural.
Olericultura
Iniberto Hamerschmidt, coordenador estadual do projeto de olericultura do Emater, afirma que o Estado possui 48 mil produtores de hortaliças. Desse total, 13 mil são assistidos pela entidade. Segundo ele, o primeiro passo para incentivar a produção de qualidade é aumentar a participação da agricultura orgânica, que hoje no Estado não passa de mil produtores.
No caso da produção convencional, o especialista aponta que um dos erros mais comuns encontrados nas propriedades é o uso de agroquímicos não indicados para aquela determinada cultura, o que traz sérios riscos de contaminação. Segundo ele, orientações básicas como não aplicar com ventos fortes e, além disso, regular corretamente os bicos de pulverização, podem garantir a segurança do produtor e, consequentemente, a do consumidor. (R.M.)






