AS (POUCAS) CHANCES DO MILHO
Nas condições do mercado, hoje, são poucas as chances de o milho conseguir preço razoável:
- A boa colheita da safrinha, praticamente sem perda, aumenta a oferta e derruba os preços antes mesmo da colheita,
- A safrinha entra no mercado no começo de agosto, quando o interesse de compra ainda é pequeno,
- Na boca da safra de verão aumenta a necessidade de liquidez do produtor (nem todos financiam a compra de insumos) e o milho é a mercadoria de troca nesse momento,
- O interesse em segurar a soja na expectativa de melhores preços é crescente. Neste caso, quem ''vai para o sacrifício'' para saltar as contas é o milho,
- O produtor prefere apostar numa reação nos preços da soja que, além disso, apresenta alta liquidez podendo ''virar dólar'' a qualquer momento.
- Para o próximo ano ainda deve pesar o ''encolhimento'' da suinocultura que ainda não superou a grave crise de mercado que completa um ano,
- A avicultura cresce e pode compensar o recuo do porco, mas os analistas não colocam isto como uma variável em que se pode confiar.
- Contra a boa comercialização de milho pesa ainda a característica da comercialização. O produto depende de parceiro - a agroindústria moageira - que historicamente pratica o que os técnicos chamam de ''concorrência predatória'', sempre empenhada em achatar os preços e obter a matéria-prima mais barato possível.





