No imaginário de uma pessoa que procura um endereço você tem a seguinte situação:
—- Onde encotrar um abacate fresquinho?
A resposta pode ser esta:
—-‘‘Para chegar ao abacateiro da avenida, você tem que ‘dobrar’ a esquina do milho e entrar numa travessa onde logo pode avistar vários de pés de mamão. Você vai dar em frente...’’
Ah, obedeça a preferencial!
  Ruas da cidade entrelaçadas com ruas do campo. Você aí, cidadão urbano. Saiba que a zona rural também tem ruas. Elas são o espaço entre as filas de qualquer plantação: trigo, milho, soja, café ou algodão...
  Já as ruas da cidade, que você percorre, são aquelas vias públicas ladeadas de casas comerciais ou residenciais.
  Mas as ruas – do campo e da cidade – tem algo em comum. A fertilidade da terra roxa propõe coisas inusitadas como as ruas urbanas – agora – ladeadas de plantas. Um novo desenho das ruas que você conhece.
  Cenas comuns compõem o quadro: uma rua urbana margeada de milho por todos os lados. Basta que existam terrenos sem ocupação. É o bom aproveitamento da terra abençoada e, como diz o poeta, roxa de paixão. Aliás, como no campo, o cio da terra urbana é permanente e se manifesta em qualquer cantinho da cidade grande. É assim em Apucarana, Cascavel, Londrina ou Maringá.
  Aqui no Paraná as plantas são mesmo assim: não escolhem lugar para dar bons frutos. Surgem, digamos de oferecidas. Às vezes são plantas plantadas. Mãos caprichosas afagam o solo dadivoso. Às vezes surgem do nada, numa fenda do rude cimento ou num montinho de terra que a enxurrada não levou.
  São as plantas moradoras de rua. Um giro de meia hora, e não mais, deu na roça que você pode ver a seguir...e saborear com os olhos.

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