As pesquisas têm resultado a longo prazo
Os trabalhos (de pesquisa) continuam, os recursos foram disponibilizados e os projetos estão em andamento. A produção agronômica tem atingido bons resultados, só que nada vai acontecer rapidamente, as pesquisas têm resultado a longo prazo, observa o pesquisador da Embrapa Soja, João Flávio Veloso Silva, coordenador do Projeto Rede Biodiesel. Na sua avaliação, as oleaginosas alternativas deverão ser utilizadas em larga escala em dez anos. No Paraná os programas estão sendo tocados em parceria pelo Iapar, que pesquisa as oleaginosas; e pelo Tecpar, que estuda o rendimento de cada óleo vegetal e as emissões de poluentes.
Outros pontos pesquisados são o aproveitamento das tortas para ração animal e para adubos e a definição do zoneamento agrícola, que estipula a data do plantio. Além disso, empresas geradoras de energia também estão interessadas em outras matrizes. A Copel, por exemplo, deverá iniciar neste ano a construção de uma usina experimental para energias renováveis na Região Sudoeste. Segundo Ruy Yamaoka, pesquisador de Fitotecnia do Iapar, há busca por outras fontes que substituam as hidrelétricas, principalmente, em áreas remotas. Neste caso, um dos principais argumentos que garantem o futuro da energia limpa é o interesse de americanos e árabes.
De acordo com Dalziza, os Emirados Árabes país dono das maiores reservas estão investindo na construção de uma cidade totalmente sustentável. Eles (os árabes) querem continuar sendo os maiores fornecedores de energia e estão investindo em outras tecnologias como a energia solar e eólica, diz. (F.M.)





