As celebridades que trabalharam no Mapa


Reportagem local
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Poucas pessoas sabem  que um dos maiores nomes da literatura brasileira, o escritor Machado de Assis, também chamado de “o bruxo do Cosme Velho”, e outros personagens ilustres como o médium Chico Xavier trabalharam no Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).  Na terça-feira (28), o Mapa completou 160 anos.

Tudo começou com a decisão do imperador D. Pedro II de criar, em 1860, a Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, para estimular a agricultura nacional, que viria mais tarde a transformar-se no Ministério da Agricultura.  



 A atuação do escritor Machado de Assis no Ministério da Agricultura, nas décadas de 1870 a 1900, teria influenciado em suas atividades literárias. Estudos apontam que o autor explorou elementos da realidade agrária e questões fundiárias com os quais precisou lidar diretamente devido às suas funções no Ministério em obras como “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e o conto chamado “Três capítulos inéditos do Gêneses”. 

O servidor público Francisco Paula Candido, que mais tarde ficou conhecido como o médium Chico Xavier, foi escriturário do Mapa em Pedro Leopoldo (MG). Ingressou no quadro de servidores em agosto de 1935 e se aposentou em 1961, por ser considerado incapaz para a sua função, por “perda total e definitiva da visão no olho esquerdo e hipermetropia no olho direito". 



O contracheque de Machado de Assis, no valor de 696,502 réis e o relato da vida funcional do Chico Xavier são alguns dos arquivos reunidos na Biblioteca Nacional de Agricultura, que completará em novembro deste ano, 111 anos. Ela foi criada em 1909, pelo então ministro da Agricultura, Indústria e Comércio, Antônio Cândido Rodrigues, com a denominação de Seção de Publicações e Biblioteca.   

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