O Brasil possui atualmente 170 milhões de hectares de pastagens. Desse total, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), 70 milhões estão degradadas. Para tentar minimizar este e outros problemas ligados à questão ambiental no agronegócio, o governo federal criou o Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), que visa fomentar financiamentos a uma taxa de juros abaixo do mercado para adoção de práticas sustentáveis.
Caio Rocha, secretário de desenvolvimento do Mapa, afirma que para o atual Plano Safra foram disponibilizados R$ 4,5 bilhões em recursos. Até maio deste ano foram contratados R$ 2,4 bilhões. Ao todo, 18,5% das propriedades que realizam recuperação de pastagens no Brasil o fazem por meio do Plano ABC. Reabilitação e conservação de solo, ajuste de manejo e o aumento da qualidade do sistema de plantio direto são os processos mais adotados em uma de recuperação de pastagem.
"Em relação ao financiamento, o produtor tem 15 anos para pagar e uma carência de três anos", explica Rocha. O especialista lembra que o recurso só é liberado caso o produtor já tenha um projeto técnico estabelecido. Ele frisa que o interessado em adquirir um empréstimo pelo ABC deve procurar um banco credenciado. Com o apoio do CAR para delimitar as áreas degradadas e os recursos do ABC, Rocha frisa que muitos produtores sairão da marginalidade.
De acordo com o especialista, o maior incentivo para o produtor revitalizar uma área são as perdas que ele tem se tentar produzir em uma área em fase inicial de degradação ou totalmente degradada. Além do comprometimento da qualidade da pastagem, o processo pode acabar com a maior riqueza da propriedade, a água. "O produtor só percebe o problema quando começa a sentir o prejuízo no bolso", lamenta Rocha. (R.M.)

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