Áreas de adensado deverão ser ampliadas
Desde 1994 funciona na região de Cornélio Procópio o Plano Integrado para Revitalização da Cafeicultura, programa do governo do Estado, através da Emater, Secretaria da Agricultura e prefeituras municipais. Uma das metas do plano é atingir a marca dos 7 mil hectares de área plantada de café adensado até o ano 2000.
A região de Cornélio Procópio soma hoje área plantada de 6.300 hectares do café adensado, com aproximadamente 1.300 produtores, sendo 59% de pequenos produtores que utilizam a cultura como diversificação nas suas propriedades.
O agrônomo da Emater Regional de Cornélio Procópio, Cilésio Dalmoner, afirma que se não fosse o café adensado, pequenos produtores da região já teriam vendido suas propriedades. Antes do café, segundo ele, o preço do hectare naquela região era cotado em pouco mais de R$620,00 e hoje, viabilizado pela cafeicultura, de acordo com o agrônomo, o preço do hectare subiu para uma média de R$2.500,00.
Além do aumento da área de cultivo do adensado, garante o agrônomo, o trabalho dos técnicos e produtores deverá refletir em maior produtividade do que os números atuais. O objetivo é sair da média história de 10,55 sacas por hectare e atingir de 30 a 40 sacas por hectare. A produtividade, de acordo com Dalmoner, só não é maior ainda porque 66% do total de café plantado na região corresponde ao plantio tradicional, que puxa a produtividade para baixo. Outro motivo: somente 50% da área plantada com café adensado está em plena produção.
Dados da Emater indicam que em 1994 a região contava com apenas 58 hectares de plantio adensado e aproximadamente 13 mil hectares de café tradicional; razão da baixa produtividade. Para atingir a meta prevista para o ano 2000, será necessário um plantio de 700 hectares. Considerando que neste ano a parceria com as prefeituras colocará à disposição dos produtores mais de 10 milhões de mudas, suficientes para um plantio de mil hectares, a meta do ano 2000 será superada já em 1999.
O aumento de área do café traz uma questão preocupante na área ambiental e no perigo de contaminação por agrotóxicos, alerta Dalmoner. Segundo ele, o fechamento das ruas (entrelinhas) do cafeeiro, além de dificultar a aplicação correta de controle de pragas e doenças, expõe o produtor ao problema das intoxicações.
Para ajudar o pequeno produtor a Emater, avisa Dalmoner, está apoiando o invento dos irmãos Batista, e deverá incentivar o uso do equipamento em dias de campo e eventos técnicos. O uso do kit para o pulverizador costal manual, viabiliza o controle adequado de pragas e doenças no café adensado, na uva fina de mesa, algodão e olerícolas.(C.B.)





