Os eventos técnicos programados para acontecer durante a Exposição de Londrina são um grande atrativo para o pequeno produtor rural. A Via Rural (também conhecida como Fazendinha) e os simpósios, palestras e cursos realizados nos recintos do Parque Ney Braga se tornam uma rota procurada por milhares de agricultores familiares. No ano passado, 334.720 pessoas passaram pela Via Rural e conheceram alternativas de renda para pequenas propriedades.
Para as entidades de pesquisa e assistência técnica rurais já se tornou uma tradição participar da Exposição. A maioria aponta que o evento traz resultados positivos porque atinge um público que não teria outra oportunidade de conhecer as novas tecnologias usadas no meio rural. ‘‘A maioria dos vistantes não é nosso público-alvo. Mas nossa presença nos aproxima da comunidade que se beneficia das pesquisas que desenvolvemos’’, aponta a gerente-geral da Embrapa Soja, Vânia Castiglioni.
A instituição mantém um estande durante a exposição, em parceira com o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) – parceiro também de todos os eventos técnicos realizados no período. Lá, segundo Vânia, são mostradas todas as tecnologias desenvolvidas pela Embrapa local. ‘‘As visitas e a demanda por informações sempre nos surpreende’’, diz.
Já o Instituto Agrônomico do Paraná (Iapar) e a Emater – órgãos vinculados ao governo do Estado – têm uma participação mais efetiva na feira. Eles são responsáveis pela Via Rural e nas palestras técnicas. Segundo o coordenador da área de difusão de tecnologias do Iapar, Marcos Valentim Ferreira Martins, a Exposição de Londrina é ‘‘uma boa vitrine para os trabalhos feitos pelo Iapar’’. ‘‘Além do nosso público específico, falamos também com o urbano sobre a importância da pesquisa na agricultura e pecuária. Mostramos que, quando o brasileiro come arroz, feijão e bife, está comendo pesquisa’’, aponta. O órgão utiliza a feira como fonte difusora, atuando em três frentes: na Via Rural, nos eventos e no estande. ‘‘Na Via Rural, estão projetos para a diversificação e geração de renda nas propriedades. Nos eventos buscamos discutir o agronegócio e seu aprimoramento técnico; e, no estande, divulgamos os trabalhos realizados’’, explica.
Além de aproximar os públicos, a facilidade de reunir num mesmo espaço e período um grande número de pessoas são apontados pela gerente-regional da Emater em Londrina, Marli Alcântara Parra, como pontos ‘‘interessantes’’. ‘‘Em um curto espaço de tempo, transmitimos uma grande carga de informações para o produtor rural’’, explica. A Emater ainda organiza caravanas de produtores de outras regiões do Estado à Exposição. ‘‘No ano passado, nós trouxemos 7.414 pessoas para visitar a Fazendinha e participar dos encontros técnicos’’, diz.

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