O algodão, cultura de importância econômica e social no Noroeste do Paraná (o Estado já foi o principal produtor nacional) parece estar com os dias contados. A previsão é do coordenador técnico-operacional da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Maringá (Cocamar), Antonio Ailton Basso.
Segundo Basso, o prazo recomendado pela pesquisa oficial para o plantio do algodão terminou no dia 15 de outubro e a movimentação dos agricultores foi mínima.
A cooperativa, mesmo sem levantamento oficial, prevê a redução da área em sua região. ‘‘Acredita-se que a área deverá ficar nos mesmos números de 1996, ano de menor área do algodão em todos os tempos no Estado, cerca de 60 mil hectares. Nos anos 90 essa área chegou aos 400 mil hectares,’’ afirma.
O dêsanimo dos agricultores, avalia Basso, é grande em função dos maus resultados obtidos na última safra. No ano passado, segundo ele, as perspectivas de mercado sinalizavam preços melhores, o que fez com que muitos agricultores voltassem a plantar. No entanto, o mercado acabou não confirmando as expectativas.
Os custos do cultivo, segundo Basso, são altos e é preciso investir em tecnologia para obter boa produtividade. ‘‘Os preços não estão encorajando ninguém a fazer isso.’’ Os trabalhadores rurais, absorvidos no corte da cana, também estã sendo prejudicados. Os trabalhores deixam de ter uma fonte de renda, justamente no período de entressafra dessa cultura, entre dezembro e abril.
Soja No caso da soja, nesta safra, segundo o coordenador técnico da área de grãos da Cocamar, Antonio Sacoman, cerca de 30% das lavouras já foram plantadas; ‘‘e a chuva dos últimos dias atrapalhou um pouco o serviço no campo.’’ Mesmo assim, segundo Sacoman, o plantio da soja deverá totalizar 200 mil hectares na região da cooperativa. A área é a mesma do ano passado.

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