Área continua estável no PR
A área de plantio do arroz no Paraná tem se mantido estável nos últimos cinco anos, com média de 62 mil hectares para o sequeiro e 14 mil hectares para o irrigado. A cultura tem pouca representatividade. O Paraná é o 12º produtor, representando apenas 2,15% da área total cultivada no País e 1,5% de toda a produção nacional.
O Paraná produz 180 mil toneladas, somando sequeiro e irrigado, mas consome uma média de 800 mil toneladas. O déficit é antigo e é reposto com importação do produto do Rio Grande do Sul, maior produtor nacional com quase seis milhões de hectares, cultivados com irrigação, e produção de quase 700 mil toneladas (680.077 milhões em 1999).
Segundo o técnico do Departamento de Economia Agrícola (Deral), da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento (Seab), Gilberto Martins Belo, não há perspectivas de que a cultura possa evoluir no Paraná.
O custo de produção do arroz irrigado, segundo Belo, é alto e o produtor, normalmente descapitalizado, não deverá a curto prazo fazer investimentos e ampliar as áreas de cultivo. No caso do sequeiro, mesmo com preços também estáveis, a cultura não se mostra atraente, já que rende menos em comparação ao irrigado.
Outros fatores que influenciam na manutenção de pequenas áreas é que o consumo do arroz, a exemplo do feijão, vem se reduzindo nos últimos anos, e há estoques suficientes para abastecer o mercado nacional, não existindo risco de falta e, portanto, sem maior interesse do produtor em plantar para aproveitar um suposto crescimento na demanda.
A cultura é tão inexpressiva no Estado que o Deral não tem números de custos de produção da cultura, a exemplo do que é feito com a maioria dos produtos agropecuários do Paraná. Os preços são estáveis, sendo R$15,00 para a saca (50 quilos) de irrigado e R$12,93 para o sequeiro.
A produtividade do arroz de sequeiro no Paraná tem alcançado na média dos últimos cinco anos, 1.700 quilos/hectare. No irrigado a produtividade tem sido de 4.700 quilos/hectare.(C.B.)





