Área aumenta no Sudoeste
No período de 1992 a 1997 o plantio direto da soja cresceu 71% na região de Pato Branco (Oeste e Sudoeste), enquanto no milho aumantava 33%. Na área do Núcleo Regional da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) sediado em Francisco Beltrão, também no Sudoeste, o plantio direto aumentou, respectivamente, em 55% e 28%.
O engenheiro agrônomo Aroldo Marochi, da Monsanto, diz que o cultivo agrícola no sistema de plantio direto na palha tem-se mostrado crescente em todo o Sudoeste paranaense, desde seu tímido início, no final da década de 80. Esta observação é comprovada pelos dados mais recentes do Departamento de Economia Rural (Deral) da Seab a respeito da evolução da área de plantio direto naquela região.
ProdutividadeMarochi ressalta que a adoção de novas tecnologias, dentre as quais destaca-se o sistema de plantio direto, gerou um aumento de 44% e 38% sobre o rendimento e produtividade das culturas de soja e milho, respectivamente. Isto significa um aumento de 1.800 kg/ha para 2.600 kg/ha na produtividde média de soja e um crescimento de 2.600 para 3.600 kg/ha na produtividade média de milho.
Pesquisas realizadas no Norte do Paraná mostram, ressalta Marochi, outros benefícios do sistema de plantio direto, além do aumento da produtividade: o teor de matéria orgânica de um latossolo roxo daquela região apresentou aumento de 11% em relação ao obtido no plantio convencional, num prazo de quatro anos.
Dados fornecidos pela Monsanto do Brasil e pela Universidade de Brasília mostram que a redução da mão-de-obra e do consumo de óleo diesel utilizados na lavoura chega, respectivamente, a 77% e 74%.
VantagensO sistema de plantio direto em palha consiste na semeadura sobre uma massa de matéria morta - ervas daninhas ou restos da cultura anterior, desssecados com herbicida. Essa masssa orgânica, que depois de degradada reintegra-se à terrra, protege a superfície contra a ação do solo, do vento e das chuvas. O plantio direto tem outros benefícios, causados apela redução da movimentação da terra: diminui os riscos de compactação e erosão, bem como os gastos com implementos, além de diminuir os gastos em combustíveis e mão-de-obra.
Estes benefícios fazem ainda diferença para os pequenos proprietários. Uma área restrita significa que o crescimento econômico de seu proprietário só pode se dar pelo aumento de produtividade, explica Aroldo Marochi. Por outro lado, qualquer problema com erosão, por exemplo, pode ser fatal. A conservação do solo é a úncia garantia de renda futura, destaca.
É uma alternativa viável técnica e economicamente viável para a pequena propriedade, e vem sendo adotada por muitos pequenos agricultores, devido principalmente à diminuição do esforço e da mão-de-obra quando comparado ao plantio convencional.





