Curitiba É nesta estação que é colhida a melhor safra da erva-mate. O inverno é o momento ideal porque a planta está em repouso vegetativo e conserva as folhas maduras e ricas em nutrientes, ao contrário do verão, quando está em atividade fisiológica para brotação.
Boa parte do setor ervateiro encontra-se no auge da produtividade e tem o que comemorar: a erva-mate é uma realidade econômica no mundo do agronegócio. Ao contrário da agricultura convencional, que vive dias difíceis, o mate se mantém valorizado no mercado, inclusive, no internacional, onde é comercializado a preços historicamente altos.
O Paraná é o principal produtor brasileiro em volume e qualidade. Cultiva a planta em 176 municípios, envovendo o trabalho de 51 mil produtores em cerca de 280 mil hectares. A safra principal ocorre entre os meses de maio e agosto. Já a safrinha acontece no verão, quando se fabrica a erva-mate tipo chimarrão cor verde, consumida no mercado interno.
São inúmeras as aplicações industriais da erva-mate, decorrentes da composição química da folha, não só para o preparo de bebidas, mas para o incremento de produtos de terceiros mercados.
No Estado, ainda predomina a cultura de ervais sombreados como são chamados os nativos em floresta de araucária , que correspondem a cerca de 70% do total. ''A erva-mate paranaense é basicamente de sombra, que resulta em melhor sabor e qualidade, enquanto que os gaúchos cultivam à pleno sol e os catarinenses possuem produção mista'' contextualiza o engenheiro agronômo da Emater, Jorge Mazuchowski.
Há, segundo o técnico, um relativo equilíbrio entre os três principais produtores nacionais, decorrente do fomento desenvolvido nos estados vizinhos. ''Seja pela importância social do produto, seja pela alternativa de renda da pequena propriedade, ou pela garantia de preço compatível com a produção'', explica Mazuchowski.

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