Aquecimento global e agricultura
As preocupações com o aquecimento global não deveriam tirar o sono somente dos ambientalistas. Os agricultores fazem parte do rol dos que serão prejudicados economicamente com as mudanças climáticas.
Previsões mais catastróficas apontam que nos próximos 100 anos haverá um aquecimento de 5 graus na temperatura da Terra. Entre outras consequências teremos o aparecimento dos refugiados do clima, principalmente em países africanos.
Pesquisas já indicam que o Paraná está entre os estados que correm risco do aumento das temperaturas. ''Já detectamos essa tendência no Estado e que pode provocar mudanças na situação do solo'', afirma Paulo Henrique Caramori.
O pesquisador explica que as florestas evitam que os raios solares incidam diretamente no solo. Durante o processo de respiração, as plantas também diminuem o aquecimento do solo, como acontece na floresta Amazônica, responsável por 50% a 60% da água reciclada transformada em chuva.
Caramori explica que dois fatores contribuem para o aquecimento da Terra: a poluição, com a emissão de gases na atmosfera; e a ocupação do solo. O processo de ocupação irregular do solo trará consequências aos agricultores, já que algumas culturas devem ser deslocadas para outras regiões.
''O café, por exemplo, poderia ter que migrar para mais ao sul do País, possibilitanto que seu cultivo chegasse até mesmo na Argentina. Para evitar problemas desse tipo é preciso investir em manejo de solo, entre outras medidas. Porém, é preciso ter determinação política'', afirma Caramori. Como alternativa para conter o problema ele cita o projeto do Iapar desenvolvido na região de Paranapoema (120 quilômetros ao norte de Maringá), que incentiva o plantio da seringueira. ''A árvore ajuda a sequestrar carbono da atmosfera, além de ser fonte de renda para o produtor com a extração de látex e madeira. (F.L.)





