Aptidão de cada região é fundamental
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sexta-feira, 15 de março de 2019
Victor Lopes <br>Reportagem Local 
A estratégia de desmama precoce para o Pantanal e que talvez, não seja tão interessante para o Paraná, é a prova viva de como é preciso trabalhar a pecuária com a aptidão de cada região, inclusive, dentro do próprio Estado. A estratégia, até pensando nas margens curtas de rentabilidade, mostram como a "sintonia fina" é fundamental.
A família do engenheiro agrônomo, Fernando Barros, tem uma tradição de gerações na pecuária, que vem desde seu avô. Hoje, o grupo familiar Almeida Barros possui uma fazenda em Cafeara (Norte Central), duas na região de Umuarama e também no Mato Grosso do Sul, trabalhando em todos os cenários possíveis na atividade: cria, recria e engorda, com gado extensivo, semi-extensivo e intensivo. A base da vacada é Nelore, cruzamento com Angus.
Barros é prova de como as estratégias mudam dependendo de cada propriedade, mesmo três delas inseridas no Paraná. "Por exemplo, em Cafeara, próximo a Paranavaí, há uma fábrica de suco e usamos o bagaço da laranja e a massa de fécula de mandioca para suplementar o gado. É a aptidão de cada local (e como isso impacta nos custos de produção)."
Pensando em detalhes tão minuciosos, o pecuarista relata que hoje a desmama do bezerro com prazo de 240 dias não causa transtorno algum no trabalho da família. "A nossa perda de escore é menor devido a pastagem (melhor). Na entressafra, na seca, entremos com a suplementação. Para utilizar (a tecnologia da Embrapa), teríamos que fazer muita conta, ver a viabilidade do processo, os custos de suplementação, tudo isso com teste. Mas acho que não seria viável no momento." (V.L.)


