Aproveitando a produção excedente
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sexta-feira, 14 de março de 1997
Silvana Leão 
Mário CesarA instrutora Rosângela Caldas (segunda da esquerda para a direita), com as alunas do cursoA Emater realizou, no último dia 6, em Mirasselva (Norte do Estado), mais um curso de Transformação Vegetal. O curso é destinado a mulheres que tenham condições de repassar as informações dentro das comunidades, como aquelas que trabalham na área da saúde ou como agentes comunitárias.
Durante uma semana elas aprendem a fazer todo tipo de conserva, como picles, temperos, vinho, licor, geléia e doces cristalizados.
O objetivo deste tipo de promoção, segundo a técnica de bem-estar social da Emater em Londrina, Rosângela Arinateas Caldas, é o melhor aproveitamento da matéria-prima que existe em abundância em cada município e, com isso, elevar a qualidade da alimentação da população. Há casos em que os cursos contribuem, inclusive, para a criação de uma fonte de renda extra para os produtores, quando passam a comercializar os produtos, lembra Rosângela.
No caso de Mirasselva, foram dadas as duas etapas do curso, que normalmente é dividido nas partes I e II. Na primeira etapa, as participantes aprendem a fabricar picles, temperos e conservas. Na segunda, vinho, licor, geléia e doces cristalizados. Segundo Rosângela, o curso completo é ministrado nos municípios que não contam com técnicas especializadas em transformação vegetal.
Cozinha comunitáriaDe acordo com o engenheiro agrônomo responsável pelo escritório da Emater no município, Luís Fernando Barbin, outros cursos já estão programados, como o de fabricação caseira de materiais de limpeza, panificação, alimentação alternativa e os destinados a produtores rurais, visando a safra 97/98 (tratorista, sericicultura e cultivo de café, soja e milho). Estes eventos são realizados em parceria entre a Prefeitura, Emater e Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho (SERT).
O chefe do Departamento de Agricultura da Prefeitura de Miraselva, José Roberto Bueno, informa que existe um projeto municipal de construção de uma cozinha comunitária, dentro dos padrões exigidos pelos Ministérios da Saúde e Agricultura, para fabricação de produtos como defumados, conservas, açúcar mascavo e farinha de mandioca, que serão comercializados na região.


