Aprovação de projetos demora até dois anos
Segundo o engenheiro agrônomo Jefferson Osipi, que preside a Associação dos Pisicultores de Tanques-Rede do Paraná (APTR), os processos de regulamentação dos tanques-redes devem receber pareceres técnicos da Emater (responsáveis pelos projetos), Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Seap), Secretaria da Fazenda, Marinha do Brasil e Agência Nacional de Águas (ANA).
Só em Itambaracá, sete projetos de tanques-rede foram protocolados, abrangendo 27 produtores, que trabalham individualmente ou em sistema de condomínios. ''São produtores que continuaram produzindo, mas que querem a liberação oficial para produzir de forma correta no rio'', afirma o agrônomo da Emater, em Itambaracá, Miguel César Antonucci.
Outro projeto com 30 produtores (englobando quatro condomínios de pescadores) também foi encaminhado e aguarda recursos do estado, por meio da Seap. Na região a atividade é conduzida por mais 55 produtores que trabalham com o sistema de tanques escavados. A produção total é de 800 toneladas/ano.
O engenheiro de pesca e aquicultura do IAP, Taciano Maranhão, informa que em todo o Paraná, 18 processos para a liberação de tanques-rede estão sendo avaliados. ''Em quatro deles os produtores terão que fazer pequenas adaptações mas terão os projetos aprovados'', afirmou Maranhão, que também integra a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).
Os processos demoram em média dois anos para serem liberados porque passam por diversos órgãos antes de chegarem ao IAP. ''Nós mesmos ainda estamos aprendendo e nos adaptando às normas para que o trabalho seja feito de forma responsável, observando todas as questões ambientais'', admite o técnico do IAP.
O pólo regional de piscicultura envolve os municípios de Santa Mariana, Itambaracá, Sertanópolis e Alvorada do Sul. Os dois sistemas produtivos (tanques escavados e tanques-rede), num raio de 170 Km do município de Cornélio Procópio, envolvem 1.800 produtores. (M.O.)





