Os cursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) abrem portas não só para produtores e trabalhadores rurais, mas também para agrônomos. Um exemplo foi a formação de instrutores para cursos de operação e manutenção de tratores que reuniu dez profissionais no Centro de Treinamento Agropecuário (CTA) de Ibiporã esta semana.
Para participar do curso, os agrônomos enviaram currículos para as nove regionais do Senar no Estado, que redirecionaram os dados à Curitiba para avaliação da central estadual. Cada regional mandou um representante para Ibiporã.
''O Senar possui, hoje, cerca de 40 funcionários. O restante, mais de 200 instrutores, são terceirizados'', informou o técnico do Senar e coordenador do curso de formação de instrutores, Nylton Klewerson Lorençato. Ele explica que a grande demanda por parte dos produtores fez aumentar os treinamentos no interior do Paraná.
Segundo o gerente técnico do Senar, José Carlos Gabardo, a entidade promove até três cursos a cada dois meses. Os temas vão desde o cultivo de flores, frutas e hortaliças, ovinocultura e caprinocultura até administração rural, com conceitos de informática básica e escrita rural. ''Capacitamos novos profissionais conforme a demanda que, em razão do sucesso do programa empreendedor rural, tem crescido muito'', comemorou Gabardo.
Conteúdo O instrutor do Senar José da Silva Rodrigues acredita que mais importante que formar novos instrutores é mantê-los atualizados quanto às novidades do meio rural, principalmente no que diz respeito à maquinários, cuja tecnologia evolui constantemente. ''A graduação é importante, mas vivenciar o campo e conhecer a mecânica agrícola é fundamental para quem quer ser instrutor'', lembrou Rodrigues.
Na formação de instrutores de cursos para tratoristas são discutidos temas como manutenção e segurança na operação do trator e simbologias. ''Tudo o que é aprendido na teoria é treinado na prática, em tratores de diferentes marcas'', ressaltou o instrutor.
Cada aluno passa por três avaliações escritas e uma prática, além da avaliação pedagógica, quando aprende a lidar com o quadro negro e o retroprojetor.
''No primeiro dia de curso são sorteados os temas que cada aluno terá de apresentar nos últimos dois dias. Cada um monta sua aula e apresenta como se estivesse ensinando de verdade'', contou Rodrigues.
Emprego Para o engenheiro agrônomo Francisco Godoy, de Curitiba, que participou do curso em Ibiporã, a qualidade das aulas e a necessidade do mercado foram os fatores que o levaram a mandar um currículo para o Senar.
''Eu presto consultoria para produtores na região de Curitiba e com a capacitação, poderei ampliar meu campo de trabalho'', afirmou.
Segundo Godoy, trabalhar com máquinas agrícolas requer atualização constante, já que a indústria oferece uma quantidade infinita de equipamentos de alta tecnologia. ''Não é um segmento em que o profissional pode se acomodar. Você não pode ficar nem um ano fora do mercado que sua realidade muda rapidamente'', completou o futuro instrutor do Senar.

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