Apre quer trabalhar junto ao Mapa
A Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre) viu com bons olhos a aprovação do decreto que determina uma Política Agrícola para Florestas Plantadas dentro do Mapa.
O diretor executivo da entidade, Carlos Mendes, comentou que tal ação era muito aguardada e chegou em excelente hora. Segundo ele, o setor florestal estava carente de uma política de desenvolvimento para o setor. "O Paraná, que já tinha conseguido a ida do setor de floresta plantada para a Secretaria de Agricultura do Estado, se sente fortalecido com a ida também a nível nacional. Agora, precisamos atuar fortemente na Câmara Setorial de Florestas Plantadas do Mapa, trabalhar junto aos órgãos para ajudar a estruturar a Política Nacional, bem como as ações que o setor espera daqui para frente", salienta ele.
Na prática, a entidade nota que ainda há um déficit de florestas plantadas para atender diferentes setores, como o de papel e celulose, embalagens, madeira serrada, construção civil e móveis. "Sem o desenvolvimento de políticas públicas para fortalecer os produtores, fica complicado atender toda a demanda. É preciso também ampliar o parque industrial já existente", comenta Mendes.
Outro ponto que precisa ser desenvolvido, segundo a Apre, é que atualmente o produtor necessita de financiamentos para custeio, principalmente no que diz respeito ao trabalho de desbaste, também chamado de "cortes intermediários" para desenvolvimento de toras maiores. "É necessário a liberação de crédito, mas com prazos de pagamentos que variem entre 4 e 5 anos. Assim, é possível que o produtor quite o que deve nos cortes posteriores, quando as árvores estão maiores e consequentemente com toras de mais valor agregado", relata o diretor executivo.
Para 2015, a expectativa do setor é de crescimento do consumo interno, estimulando a construção civil a utilizar produtos de floresta plantada para novos modelos construtivos, os chamados woodframes, perfis leves de madeira de reflorestamento, como o pinus. "Esperamos também que o mercado da construção civil dos Estados Unidos também retome sua força, já que eles utilizam muito esses modelos construtivos, o que pode aumentar a exportação do setor". (V.L.)





