As cooperativas paranaenses também têm um importante papel no desempenho da avicultura. Segundo dados da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), cinco cooperativas trabalham com a avicultura, o que corresponde a 19% da produção estadual. No ano passado, as associações receberam 215.663.247 aves, equivalente a 380.106.910 quilos. ‘‘A partir dos anos 90 as cooperativas viram na avicultura uma oportunidade de mercado e o câmbio favoreceu’’, observa Alexandre Amorim Monteiro, assessor técnico da Ocepar.
  De acordo com a Ocepar, no ano passado o Paraná produziu cerca de 2,5 milhões de toneladas de frango processado. Deste total, as cooperativas foram responsáveis por 540 mil toneladas e exportaram cerca de 190 mil toneladas. A produção é bem diversificada e vai de frango inteiro a cortes, alternativa viável para agregar valor à produção. Entre as cooperativas, a Copacol – com sede em Cafelândia (50 km ao norte de Cascavel) – concentra a segunda maior produção estadual, perdendo apenas para a gigante Sadia.
  A produção avícola da cooperativa teve início há 26 anos, juntamente com as criações de suínos e leite. A proposta foi colocada em prática como uma alternativa de diversificação. Os resultados foram tão positivos que o complexo avícola responde por 55% do faturamento total, com projeções de atingir R$ 950 milhões neste ano. Hoje, a capacidade de abate da indústria é de 300 mil cabeças por dia.
  Cerca de 40% da produção é exportada, basicamente os cortes especiais. ‘‘O sucesso da atividade contribuiu para atrair novos associados e o mercado absorve o aumento da produção. Além disso é uma atividade rentável’’, observa o presidente da Copacol, Valter Pitol. Ele acrescenta que no ano passado a avicultura é a atividade que mais cresceu em rentabilidade. A cooperativa atua em 10 municípios, tem 860 integrados e 1,1 mil aviários. No total, são 4,5 mil associados e 6.550 funcionários.
  Até o próximo ano a intenção é construir uma indústria com capacidade de produção de 4,5 mil toneladas de produtos industrializados derivados de frangos, suínos e bois. No portfólio da cooperativa estão cerca de 250 produtos industrializados de frango e derviados. A crise financeira mundial, segundo Pitol, já é sentida no mercado mundial e, por isso, o momento é de cautela. ‘‘É um período de turbulência e, por isso, estamos aguardando a definição do cenário para concluir os investimentos programados’’, comenta. Segundo ele, os preços dos frangos chegaram a cair 30% em alguns países. (F.M.)

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