De acordo com com dados do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), o Paraná comercializou mais de 95 mil cabeças de bovinos de alta performance neste ano. Esses animais, afirma Luiz Fernando Brondani, zootecnista e coordenador estadual de pecuária de corte do Emater, possuem um alto índice de precocidade. Ao todo, o Estado possui 412 criadores que trabalham com esse tipo de mercado. Segundo o especialista, o número é muito pequeno se comparado à evolução desse mercado.
Brandoni sublinha que toda a produção é comercializada no Paraná,''sendo que este produto pode ser exportado''. O zootecnista completa que a meta agora do Estado é modernizar a sua pecuária. Segundo ele, a maior dificuldade ainda continua na obtenção de bezerros. ''Nosso índice de natalidade é de 65%, o que não é satisfatório. Queremos investir mais na retenção de matrizes para chegarmos a 75%'', enfatiza.
Rebanho
Ao todo, de acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Paraná possui 9,5 milhões de cabeças. Desse total, 6,5 milhões são voltados para corte. Segundo o economista da entidade, Fábio Mezzadri, a pecuária paranaense perdeu nos últimos 10 anos cerca de um milhão de cabeças de gado. Segundo ele, a pecuária perdeu espaço principalmente no noroeste, maior polo de produção. O economista acrescenta que muitos frigoríficos, como o JBS, fecharam as portas aqui no Estado, mas outros mercados estão se abrindo, principalmente o de gado de elite. (R.M.)

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