A indústria de aditivos, produtos aplicados nas rações dos animais em confinamento para melhorar a eficiência alimentar, aposta em bom desempenho este ano. Apesar do volume de gado em confinamento ter reduzido, a indústria acredita que o uso de aditivos tem crescido.
Para a Phibro, empresa que trabalha com três diferentes aditivos, a expectativa para 2010 é bastante positiva. ''2008 foi um ano excepcional para a pecuária, representou o ingresso de muita tecnologia. No ano passado caiu um pouco o número de animais confinados e este ano, o desempenho da indústria está entre entre esses dois anos, se recuperando'', explica Danilo Grandini, diretor da unidade de negócios bovinos da Phibro.
A empresa, segundo ele, também trabalha com moléculas para os setores avícola e de suco. Nos últimos dois anos, tem dado foco aos ruminantes. Conforme Grandini, os negócios da empresa para esse setor cresceram 70% de 2008 para 2009. Este ano, acrescenta, é esperado um crescimento parecido. ''Isso mostra que apesar do número de animais ser menor que 2008, o uso de tecnologia tem crescido'', avalia o diretor da Phibro.
Sobre o receio que algumas pessoas têm em relação aos aditivos, Grandini afirma que o tipo de molécula utilizada nas rações não tem absorção pelo organismo do animal, não há contaminação da carne. Alem disso, ressalta que qualquer enzima só é utilizada quando autorizada pelos órgãos competentes. ''A aplicação desse tipo de produto é um movimento crescente na busca por tecnologia e só estamos no começo disso'', garante Grandini, frisando que ainda falta informar melhor tanto consumidores quanto pecuaristas.
O especialista Dante Pazzanese observa que muitas pessoas criticam o confinamento, alegando que o boi criado a pasto é mais saudável, mais orgânico. Mas garante que os aditivos usados na ração no confinamento não fazem mal para a saúde humana. ''Todo aditivo passa por avaliação antes de ser comercializado. Se oferecer risco para a saúde humana é banido'', garante Pazzanese. Segundo ele, boi em confinamento come 7 quilos de ração e ganha 1 quilo de peso. Quando se adiciona aditivo, cai em média 5% a necessidade de ração. (E.Z.)

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