Apinco responsabiliza Governo por prejuízos
Da Redação
Nos dois primeiros dias de bloqueio de rodovias pelos caminhoneiros, o setor de produção de pintos de corte sofreu prejuízos diretos estimados em R$10 milhões pela Associação Brasileira de Pintos de Corte (Apinco), que responsabiliza o Governo pelos danos.
Diariamente, o Brasil produz de 11 a 12 milhões de pintos de corte. Mais de 90% dessa produção estão concentrados no Centro-Sul, a região onde é mais forte o movimento grevista. Nos dois primeiros dias de greve, pelo menos 40% dos pintos produzidos na região não tiveram o alojamento habitual: morreram desidratados nos caminhões que os transportavam, ou foram sacrificados no local de nascimento, já que os incubatórios não têm condições de alojá-los.
Na última quarta-feira, a Apinco previa a perda (irreversível) de mais de 90% da produção brasileira de pintos de corte. São, diariamente, cerca de 10 milhões de pintos - aproximadamente 20 milhões de quilos diários de carne de frango que deixarão de ser produzidos, se o bloqueio das estradas prosseguir, avisava comunicado da associação à imprensa.
Além da morte de pintos de corte nas estradas, ou sacrificados nas granjas, as cargas de rasções também não passam pelos bloqueios, e os pintos sobreviventes podem morrer de fome, fato que já vem ocorrendo em inúmeras granjas e atinge não só frangos e poedeiras, mas também reprodutoras, o que afeta até a produção do ano 2000.





