O presidente da Associação dos Ilhéus Atingidos pelo Parque Nacional de Ilha Grande e Área de Proteção Ambiental (Apig), Eduardo Ortt, afirmou que os proprietários estão sendo orientados a esperar uma elevação nos valores dos terrenos antes de concretizarem as vendas. Para ele, o preço médio do alqueire, que hoje é de R$ 9 mil, deve chegar a cerca de R$ 15 mil em pouco tempo.
''Estamos orientando os proprietários das terras a segurar o negócio por pelo menos de 90 a 120 dias. Com certeza vai faltar terra e os preços vão subir'', aposta. Outro problema, para Ortt, é a interferência de atravessadores, que estariam arrematando os lotes para repassar por um valor maior para o Ibama.
Ele acredita que os proprietários estariam sendo induzidos a assinar procurações em nome dos atravessadores. E o prejuízo é ainda maior porque o pagamento será efetuado apenas após a escrituração dos terrenos em nome do Ibama.
''As pessoas que estão fazendo essas compras agora seguramente vão ganhar dinheiro em cima dos ilhéus'', constata. Ele acrescentou que muitos ex-moradores do Parque Nacional de Ilha Grande aceitam a negociação, mesmo sabendo que os terrenos vão se valorizar, por estarem passando por dificuldades financeiras urgentes.
Outra situação que chama a atenção, segundo Ortt, é a procura por terrenos de posse, que na teoria não podem ser vendidos e repassados para o Ibama através desse sistema.(F.R.F.)

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