A primeira parada da caravana da diversidade foi o Sítio São Pedro, do pequeno produtor Aparecido Brustolim. Na área de 4,5 alqueires, a família cria porcos e galinha e cultiva milho. A estrela da propriedade, porém, são as abelhas. É a produção de mel que garante a maior parte da renda e a união da família.
  Com três filhos para dividir o trabalho, Brustolim conta hoje com 750 caixas de abelha em produção, no São Pedro e em áreas arrendadas. Os 15 mil quilos produzidos resultam numa renda de R$ 35 mil, dividida em seis partes entre todos os familiares. ‘‘A produção do mel garante a união da família, o que é muito importante. É melhor do que termos empregados’’, avalia o chefe da propriedade.
  O técnico Osvaldo Matyak, da Emater de Cândido de Abreu, é o responsável pela assistência à propriedade dos Brustolim. Ele afirma que o mercado ‘‘não está um mar de rosas’’ porque ‘‘o povo não tem o hábito de comer mel.’’ Brustolim compartilha da opinião, mas adverte que os requisitos para quem quer investir na apicultura são simples: ‘‘A primeira coisa é que tem que ser ecologista. E a segunda é poder tomar picada.’’
  O produtor conta que começou a trabalhar com uma carroça e hoje tem duas caminhonetes. Também fez investimento em equipamentos para beneficiar e embalar o produto, cujo pote de um quilo é vendido por R$ 5,00. ‘‘Se não trabalhasse com mel não sei se ainda estaria na propriedade. Meu objetivo é que meus netos fiquem aqui. Na cidade, eles não vão fazer nem para comer’’, avalia. (F.R.F.)

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