Aparência X sabor
Minutos antes de a degustação começar, os participantes escolheram os cortes que mais lhe agradaram. A intenção, com isto, era mostrar se eles manteriam as opiniões depois de experimentar as carnes. Foi nesta hora que a coerência se expôs: todos optaram pelo mesmo corte que haviam escolhido antes de a carne ser salgada, grelhada e servida.
Iza Kley confirmou as dicas que havia dado na escolha da picanha preferida. ''A carne que eu escolhi foi a mais saborosa. Me parece que foi a que pegou o sal com mais facilidade. Ao mesmo tempo, ela assou sem cozinhar, o que poderia endurecê-la'', explicou.
O ex-ministro, pecuarista e superintendente da Folha de Londrina, José Eduardo de Andrade Vieira, também confirmou o mesmo voto, antes e depois de experimentar o churrasco. ''Escolhi o corte que tem a gordura mais grossa e separada da carne. E tanto a gordura quanto a própria carne apresentaram a melhor cor. No final, foi o pedaço mais saboroso'', disse.
O resultado mais inesperado, mas ainda assim coerente, foi o do cardiologista. Por ser médico, era natural que Fábio Grion escolhesse a carne mais magra, com a menor capa de gordura e com a menor marmorização do corte. Neste caso, o pedaço estaria sujeito a ter menos sabor e maciez. Para o médico, no entanto, não foi o que aconteceu. ''Achei que a carne mais magra estava mais saborosa do que as outras. Alguns pedaços estavam mais macios, mas no conjunto, o pedaço que eu havia escolhido foi o que mais me agradou'', garantiu. (A.M.)





