Na região, os produtores enfrentam o ataque da antracnose, uma doença causada pelo fungo Colletotrichun gloeosporioides que está matando os caquizeiros de variedades suscetíveis como giombo. Em algumas regiões do Estado, como Apucarana, a maioria dos pomares já foi erradicada. ''Estamos aprendendo formas de conviver com a doença'', diz Carlos Kamiguchi. Entre os métodos ele cita a poda de galhos e a retirada de folhas permitindo uma melhor aeração e luz solar. ''Tiramos as condições de boa evolução do fungo'', resume.
Em sua área de cultivo, Carlos mantêm apenas 600 covas do caqui giombo, contra 1,7 mil de Fuyu e 1,7 mil de kioto, variedades mais resistentes. Os irmãos kamiguchi estão testando uma nova variedade batizada por eles como caqui Yamamoto. A fruta foi descoberta quase que por acaso pelo produtor Matsuhido Yamamoto, de Apucarana. Ele tem características que se assemelham ao caqui chocolate doce e não taninoso. Além de ser resistente à antracnose, o yamamoto é mais precoce, com a colheita começando em fevereiro. ''A fruta entra no mercado quando não há nenhuma oferta de caqui, e o preço fica extremamente compensador'', diz Carlos.
Apesar dos bons resultados da cultura, os produtores reclamam da falta de opção em defensivos para o controle de algumas pragas e doenças. ''O número de produtos registrados e autorizados pela Secretaria da Agricultura é muito pequeno. Como a fruticultura ainda representa uma parcela menor no agronegócio do Estado, fica caro para as indústrias moverem os processos de registros'', conforma-se Hiroshi Kamiguchi.
(C.G.)

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