A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento antecipará em uma semana o início da campanha de vacinação contra a febre aftosa, que estava marcada para o período de 1º a 20 de maio. A partir da próxima segunda-feira (26), as vacinas para imunização do rebanho de bovinos e bubalinos estarão no comércio à disposição dos pecuaristas paranaenses.
A antecipação evitará interferências nos resultados dos exames da sorologia, que começarão a ser feitos pelo Ministério da Agricultura no dia 1º de julho, para o processo de declaração de área livre de aftosa, que será encaminhado até o final do ano à Organização Internacional de Epizootias (OIE).
EspontaneidadeNa opinião do secretário da Agricultura, Antônio Poloni, a vacinação ‘‘é de fundamental importância’’, por ser a última antes da sorologia, exame que comprava a existência ou não do vírus da febre aftosa no rebanho. Com os resultados negativos, o Estado se credencia a conquistar a condição de área livre de febre aftosa a partir do ano 2000. ‘‘Queremos uma vacinação 100%, ou seja todos os pecuaristas devem vacinar a totalidade do rebanho’’, salienta Poloni.
Ele esclarece que a adesão à campanha deve ser espontânea e não sob pressão, mas adverte que a vacinação tem que ser feita por todos. ‘‘De nada adianta 100 pecuaristas vacinarem o rebanho, se um não vacinar. Um único produtor que deixe de imunizar o gado, põe em risco o trabalho dos demais’’, alerta. O Secretário lembra que a imunização do rebanho e, em consequência, a declaração de área livre da febre aftosa, representa a conquista de mais mercados e maiores preços para a carne produzida no Paraná.
A expectativa do serviço de Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura é atingir um índice de vacinação de 100% do rebanho de bovinos e bubalinos do Estado, avaliado em 9,5 milhões de cabeças. Para isso, é necessário o envolvimento direto de todo criador paranaense, associações de criadores e representantes de toda a cadeia produtiva da carne na campanha.
ExigênciasO chefe da Defesa Sanitária Animal, Felisberto Baptista, explica que a fiscalização vai concentrar os trabalhos de controle e visitas às propriedades de criadores retardatários com a vacinação em outras campanhas. As áreas mais problemáticas têm sido a Região Metropolitana de Curitiba, o Centro-Sul e o Sudoeste. Os produtores dessas regiões serão orientados a antecipar a vacinação o máximo possível, para que a campanha seja concluída num prazo inferior aos 20 dias permitidos para a vacinação espontânea.
Felisberto Baptista alerta para a necessidade de vacinar a totalidade dos animais, inclusive os recém-nascidos. Segundo o veterinário, o trabalho da Defesa Sanitária Animal no Paraná está atendendo a todas as exigências dos organismos internacionais, reunindo as condições técnicas para alcançar a condição de área livre de febre aftosa no próximo ano. ‘‘O Paraná completa no dia 15 de maio quatro anos sem registrar focos da doença, o que revela a evolução da condição sanitária do rebanho paranaense’’, afirma Baptista.

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