Dhiego Brambilla com a família cultivam uma área de 210 alqueires e espera uma safra melhor, pois na passada enfrentou alguns problemas: "mas continuo otimista com o que está por vir"
Dhiego Brambilla com a família cultivam uma área de 210 alqueires e espera uma safra melhor, pois na passada enfrentou alguns problemas: "mas continuo otimista com o que está por vir" | Foto: Ricardo Chicarelli


Com o plantio finalizado, agora os produtores paranaenses de forma geral estão otimistas sobre a evolução das lavouras. Até aqui, a fase de desenvolvimento vegetativo apresenta boas condições, com a torcida que a chuva venha na hora certa nos próximos meses até a colheita chegar.

Numa área de 206 alqueires em Campo Mourão, o produtor Aldo Hanel não pensa duas vezes na hora de definir o atual momento da safra 2018/2019: "Um ano igual a esse é raro. Até agora está espetacular, faz anos que o clima na minha região não ficava dessa forma. Comecei a plantar no final de setembro e finalizei em 15 de outubro" relata.

No ano passado, Hanel sofreu com alguns veranicos no meio do plantio, o que fez ele atrasar os trabalhos. Mesmo assim, finalizou com uma média excelente na safra 2017/18, de 168 sacas por alqueire. "Tive alguns problemas com doença, que pegou no enraizamento das plantas e nessas áreas fechei com 122 sacas por alqueire. Em compensação, em outras áreas passou de 200 sacas por alqueire. Acredito que esse ano, será possível ultrapassar a média da safra passada", projeta ele.

Já em Maringá, Dhiego Brambilla trabalha numa área de 210 alqueires, quando somado o espaço de toda a família. No caso dele, o plantio aconteceu de 13 de setembro a 23 de outubro. Ele relata que as primeiras áreas de oleaginosa plantada não estão satisfatórias. "O corte é baixo e acredito que não vai apresentar um rendimento bom. Mas a plantada a partir de outubro já está melhor. Espero que a chuva que estava esperando para os próximos dias retorne. Ainda não descobri o que aconteceu com as primeiras sojas plantadas, mas continuo otimista com o que está por vir."

Na safra passado, Brambilla fechou com média de 150 sacas por alqueire, mas ao contrário de Hanel, enfrentou algumas dificuldades. "Nós tivemos excesso de chuva, muitas doença e aplicações de fungicidas."

TECNOLOGIAS

Independentemente das condições das lavouras, ambos os produtores que conversaram com a FOLHA são bem ligados às novas tecnologias. Eles já conhecem um pouco sobre a terceira geração de transgênicos que já está em fase de testes controlados e acreditam que ela vem para auxiliar os produtores. "Se os órgãos responsáveis aprovarem, então temos que confiar. Quanto mais tecnologias no campo, melhor, porque nos garante produtividade e dá mais comodidade", salienta Hanel

Aldo Hanel não esconde a satisfação com o andamento da atual safra e mantém a convicção de que será possível superar a média de produtividade de sua área no ano passado, 168 sacas por alqueire
Aldo Hanel não esconde a satisfação com o andamento da atual safra e mantém a convicção de que será possível superar a média de produtividade de sua área no ano passado, 168 sacas por alqueire | Foto: Ricardo Chicarelli



Segundo a Bayer, a nova tecnologia da empresa vai agregar (além do glifosato) uma resistência ao herbicida Dicamba, que até aqui não é utilizado no Brasil. Para o sojicultor de Campo Mourão, é importante um novo defensivo para controle de ervas daninhas. "Tem plantas que só o glifosato não mata mais, elas se tornaram resistentes. Já tenho trabalhado com herbicidas pré-emergentes desde ano passado para que o mato não fique mais forte. Em áreas em que a população de erva daninha é maior, precisa aplicar."

Já Brambilla confessa que não conhece muito bem o Dicamba, mas acredita que a nova variedade vem para somar. "(Nas outras gerações de transgênicos) usei as ferramentas devagar, me adaptando a elas e assim evoluindo na lavoura. Nós utilizados em áreas que precisa, vamos conhecendo e vendo se entrega toda essa produtividade que a empresa fala. Com a soja RR, entregaram o que prometeram. Não tem como escapar das novas tecnologias porque agregam à produção e não podemos ficar para trás." (V.L.)

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