Tradicionalmente usada na falta de apetite, gastrites ou flatulência, é atualmente exportada para o mundo inteiro. Foi utilizada como matéria-prima do medicamento antiviral ‘‘Tamiflu’’, utilizado no tratamento da gripe.
   Nome Comum: Anis-Estrelado
   Outros Nomes: Anis-da-china, badiana, badiana-da-china, Ba jiao hui chian (China), Star anise (Inglaterra), Anice stellato (Itália).
  De gosto similar ao anis comum, ou erva-doce (Pimpinella anisum), o anis-estrelado, tradicionalmente designado pelos chineses por Ba Jiao Hui Chian (funcho de 8 pontas), utiliza-se principalmente como erva aromática na culinária e na elaboração de bebidas licorosas.
  Atualmente, esta planta tem sido alvo de um enorme interesse econômico e científico. A sua utilização como matéria-prima para a fabricação do famoso medicamento antiviral Tamiflu, utilizado no tratamento da gripe, fez com que os seus preços disparassem nos últimos tempos.
  A sua utilização medicinal, porém, remonta há séculos, tendo sido utilizada para tratar problemas de falta de apetite, dispepsias, gastrites, enterites, flatulência e cólicas. Topicamente é usada em micoses. A Comissão Européia aprovou a sua utilização na perda de apetite, tosse e bronquite – aplicações que se devem à sua atividade expectorante, espasmolítica, carminativa, estomáquica e anti-séptica. Tem ainda um efeito ativador na secreção do leite e do suor.
  Árvore dos bosques tropicais do sudeste da China e norte do Vietnam, é hoje em dia cultivada no Sul da China e outras regiões tropicais, sendo exportada para o mundo inteiro. Entre as suas substâncias, destacam-se essencialmente o trans-anetol (80-90%), hidrocarbonetos, linalol e cineol. O ácido siquínico, presente em pequena quantidade, seria o precursor do oseltamivir (tamiflu).
  Ricos em óleos essenciais, os seus frutos (sementes) devem conter no mínimo 70ml/Kg (F.P. VII).
   Contra-Indicações e Dosagens: Muitas vezes sujeito à adulteração pela utilização da espécie tóxica Badiana-do-japão (Illicium religiosum).
  Não deve ser ingerido durante a gravidez, no aleitamento e nos casos de hiperestrogenismo, podendo, em alguns casos, estar na origem de reações de hipersensibilidade, principalmente quando o seu uso é continuado e repetido.
  A dose média diária é cerca de três gramas de planta. Pode ser tomada em infusão e, neste caso, adiciona-se 0,5 a 1g de frutos por xícara e tomando-se depois das refeições. O consumo pode ainda ser em cápsulas (pó) ou sob a forma de extrato seco (100 a 300mg por dia).
   Observação importante: Não podemos e não devemos chamar o anis de ‘‘tamiflu natural ou tamiflu caseiro’’. Discussões econômicas e filosóficas à parte, não existem evidências clínicas disponíveis, que nos permita fazer este comentário. Diversos medicamentos sintéticos tem sua origem em plantas medicinais (como o AAS, a Digoxina e o próprio Tamiflu, por exemplo), mas acabam por ser sintetizados em laboratórios farmacêuticos. Não podemos afirmar que a quantidade de ácido siquínico presente no anis, seja suficiente para o tratamento da gripe. Podemos sim, utilizar o anis e diversas outras plantas medicinais como complemento aos tratamentos indicados pelo profissional de saúde (sempre com a sua anuência).
  Fontes principais de consulta: ‘‘Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas’’. Dr. Jorge R. Alonso - Editora Isis. 1998 - Buenos Aires - Argentina. http://www.anovaordemmundial.com/2009/06. http://www.plugbr.net/
  Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
  RUI CÉPIL DINIZ é médico especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia (e-mail: [email protected] e telefone 43-3321-0652).

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