Animais 'vão falar' dentro das granjas
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sexta-feira, 22 de junho de 2018
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
É impressionante como a tecnologia começa a penetrar nas granjas e, assim, se discute a "suinocultura 4.0" com mais frequência. O professor no Núcleo de Pesquisa e Ambiência da Esalq/USP, de Piracicaba, Iran José Oliveira da Silva, relata que as contribuições da zootecnia de precisão na produção de suínos alicerçadas em tecnologias disruptivas, ou seja, que rompem com os padrões atuais, atenderão temas ligados ao bem-estar dos animais, demandas internacionais para exportação e outros aspectos relacionados ao controle de ambiente.
Iran explica que, numa abordagem futurística que envolve robótica em diversos parâmetros aponta que no futuro os animais "irão falar" por meio de equipamentos. "Já existem estudos que fazem a vocalização de suínos, identificando animais sadios, doentes, ou mesmo uma porca chamando os leitões para mamar. Dentro dessa visão que envolve inteligência artificial e visão computacional, isso favorecerá nosso entendimento sobre o animal, que é o nosso biosensor (dentro desse processo)", relata. O professor complementa dizendo que hoje os sistemas são automáticos, mas é o suinocultor que toma a decisão de acioná-los. "No futuro, quem irá fazer isso são os próprios animais".
Hoje, a tecnologia que chega com força aos produtores é relacionada à ambiência das instalações. Ele acredita que a evolução das granjas vem em intervalos de cinco em cinco anos, deixando as tecnologias mais acessíveis, mas que isso partirá basicamente das grandes empresas para seus integrados, num efeito cascata. "Todas essas técnicas de zootecnia de precisão vêm com um custo adicional, mas nem tanto em equipamentos, e sim em treinamentos para que o pessoal trabalhe com essas tecnologias. Estamos falando em redução de perdas, encontro de gargalos pelas tecnologias e assim deixar de perder (no processo)". (V.L.)


