Animais têm manejo diferenciado
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sexta-feira, 27 de maio de 2005
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Na Fazenda Santa Catarina, em Marilândia do Sul (34 km ao sul de Apucarana), o agropecuarista Maurício De Paula destina 250 alqueires para a pecuária. A criação envolve animais das raças charolês e canchim, além de zebuínos. A cruza industrial entre touros europeus e matrizes zebu dá origem ao meio sangue destinado ao programa Charolês Premium. Já os animais puros são comercializados como reprodutores.
O veterinário Antonio Sversuti explica que os animais destinados à produção de carne seguem uma rotina diferenciada. O tempo para a estação de monta na propriedade, por exemplo, foi aumentado de quatro para nove meses.
Dessa forma tem bezerro nascendo quase o ano todo.
Após o nascimento, os bezerros são mantidos em pasto até o desmame, com oito meses. Além da pastagem, eles recebem um complemento alimentar a base de sal mineral, acrescenta Sversuti.
Após o desmane, os animais são transferidos para o confinamento, onde permanecem até o abate. Normalmente, o abate ocorre entre 12 e 15 meses de idade, não podendo ultrapassar
18 meses.
No confinamento, os animais são separados por idade. Segundo Sversuti, a ração é produzida na própria fazenda e distribuída aos animais duas vezes ao dia. A composição básica agrega milho triturado e um composto de origem protéica ou energética. O lote em desenvolvimento recebe uma ração a base de proteínas. Já o lote em acabamento é alimentado com um concentrado energético, aponta.
Este ano, o veterinário testou também a silagem de aveia úmida como opção de alimentação. É uma experiência única na região e o resultado têm sido positivo, afirma Sversuti. No processo de fabricação, a aveia é moída, umedecida e ensilada. Depois é distribuída aos animais em fase acabamento na proporção 2,5 quilos/animal/dia.
Outro alimento é feito a partir da silagem de milho úmido na proporção 2 quilos/animal/dia.
De acordo com Sversuti, o
milho é colhido ainda úmido e diretamente levado para o
silo, liberando a lavoura mais cedo. Esse processo evita gastos com transporte. Além disso, a digestibilidade é
maior, declara.
O veterinário ressalta que num período de 90 dias antes do abate, o animal não recebe nenhum tipo de medicamento. Em caso de doença, o animal é descartado do programa. O rebanho segue um programa anual de vacinação, que inclui imunidade contra aftosa, carbúnculo, brucelose, tuberculose, entre outras doenças.


