Animais são estrelas da Exposição
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quarta-feira, 06 de abril de 2005
Telma Elorza<br>Reportagem Local 
Para o público em geral e pecuaristas, em particular , as grandes estrelas da Exposição de Londrina são mesmo os animais. São eles que enchem os pavilhões e animam as pistas de julgamento, rendem milhares de reais nos leilões e atraem as atenções de todos que circulam pelo Parque Ney Braga, durante os 11 dias do evento. Este ano, serão 13 mil animais entre bovinos, eqüinos, suínos, ovinos e caprinos. Destes, mais de cinco mil são animais de elite, que enfrentam as pistas de julgamento. No total, estão programados 20 julgamentos, sendo 15 de raças bovinas, três de eqüinas, um de ovinos e um de suínos, divididos nos dois turnos.
A responsável técnica pelo setor de animais da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Neusa Soni Janus Assad, é quem há 15 anos orquestra essa multidão de animais. Ela e sua equipe, composta por 22 pessoas, recepcionam, distribuem, organizam e verificam tudo que possa estar relacionado à qualquer animal dos pequenos aos exóticos, do pônei aos grandes bovinos que adentre ao parque, inclusive sobre todas as vacinas e documentações legais exigidas.
Para que um animal participe da Exposição seja ele um avestruz ou um touro , Neusa explica, é necessário que o proprietário apresente todos os documentos e comprovantes de vacinação exigidos pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab). A exigência não é apenas da SRP, mas dos próprios órgãos, que mantêm equipes de fiscais dia e noite no setor de Recepção de Animais. Segundo Neusa, se faltar um único documento que seja, os fiscais não permitem que o animal ingresse no parque. Temos que saber tudo o que se passa com cada animal para garantir a sanidade do parque e de todos animais presentes, explica.
A equipe também é responsável por organizar todos os julgamentos; ela só não escolhe as raças que vão enfrentar as pistas. A gente convida todas as associações de criadores, que fazem então a seleção de quem vêm participar. Aí nos mandam as fichas de inscrições. Com isso em mãos, distribuimos as argolas, raça por raça, explica.
A organização de um julgamento, aliás, começa aí: cada animal é separado por raça, sexo e idade, já que depois serão avaliados separadamente. A equipe de Neusa é responsável pela seleção final dos que vão efetivamente para a pista. Há alguns critérios que temos que seguir como, por exemplo, a tabela de peso mínimo. Se o animal não estiver no peso exigido, ele não entra em julgamento, conta. Todos são pesados na presença de um dos membros da equipe. Outro critério diz respeito ao número de animais da raça que pleiteia julgamento. São necessários, no mínimo, dois expositores e 20 animais. Às vezes, temos no parque raças que vem só para serem expostas, principalmente aquelas que estão começando, como a Purunã e Giropar, explica.
Depois de tudo pronto, a escolha dos melhores animais ficam a cargo dos juízes ou jurados, convidados pelas próprias associações. Os resultados por categoria, porém, são encaminhados para o Setor de Animais da SRP. Lançamos a pontuação no computador, em um programa específico, que nos diz, em questão minutos, quem foi sagrado o maior expositor e o maior criador da Exposição. Segundo ela, os julgamentos na Exposição de Londrina são considerados pista pesada uma das que dão mais prestígio aos vencedores.


