A estimativa é economizar entre 25% e 30% no custo de produção em comparação com outras raças leiteiras. Menos gasto com medicamentos, redução nos problemas de casco, mastite, entre outros. As fêmeas podem ser destinadas a produção de leite a pasto com média de 12 a 14 litros/leite/dia e os machos poderão ser utilizados para engorda e produção de carne.
Estes são os resultados que podem ser obtidos com a raça giropar, desenvolvida na fazenda experimental da Unopar, que está exposta em um dos pavilhões do Parque Ney Braga, durante a Expo 2004. Vinte exemplares da raça foram trazidos para a feira com objetivo de apresentar os animais aos pecuaristas.
Da mistura de sangue de raças como o gir leiteiro (zebuíno) e o pardo-suíço original, animal de dupla aptidão (europeu), o giropar vem sendo desenvolvido há três anos, por meio de cruzamentos. Ele tem 5/8 de grau de sangue pardo-suíço e 3/8 do gir leiteiro.
O objetivo, por enquanto, é conseguir um animal rústico que produza bem o leite a pasto. A seguir, nos acasalamentos, haverá também a preocupação em produzir carne de qualidade.
Segundo a médica-veterinária Alessandra Lafranchi, uma das responsáveis pelo desenvolvimento da raça, os resultados ainda são experimentais e será preciso mais quatro ou cinco anos para comprovar se os objetivos que foram traçados para a raça serão confirmados. Mas, ela acredita, que o giropar poderá ser um ''excelente animal para produção de leite a pasto com menor custo.''
Ainda na fase experimental, lembra a veterinária, todo o desenvolvimento do giropar está sendo feito para conseguir animais padrão e que possam gerar os melhores resultados em manejos rústicos. Do zebu, destaca a veterinária, queremos a precocidade e a cobertura muscular. Do pardo-suíço, o objetivo é concentrar rusticidade, produtividade e longevidade; ''fêmeas da raça produzem leite por muito tempo''.
Os animais que estão expostos no parque de exposições possuem registro na Associação Brasileira de Criadores de Gado Pardo-Suíço. ''São animais de dupla aptidão, e poderão ser manejados a pasto, sem suplementação, reduzindo custos com a atividade'', finaliza Alessandra.

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