Natural da Escócia, o angus tem seus principais centros criatórios estabelecidos nos Estados Unidos, Canadá, Argentina, Austrália, Inglaterra e Nova Zelândia. O primeiro reprodutor da raça chegou ao Brasil em 1906, em Bagé, município situado na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai.
  A raça tem como características fundamentais a rusticidade, a precocidade, a fertilidade e a qualidade da carne. O animal degustado pelos convidados da Folha era fruto do Programa Carne Angus Certificada, uma parceria entre a Associação Brasileira de Angus e um frigorífico gaúcho.
  O veterinário Antônio Chaves, técnico da associação, explica que a carne angus é certificada por técnicos credenciados a partir da inspeção dos animais na linha de abate. ‘‘Os bois com mais de 75% de sangue angus são separados nas mangueiras de abate, onde são classificados pela idade e acabamento de gordura’’, diz. ‘‘O animal ideal deve ter menos de 24 meses de idade e três milímetros de cobertura de gordura’’, completa Chaves. Segundo ele, a desossa, embalagem e expedição também são certificadas. Toda carne do programa é embalada a vácuo e recebe o selo da associação.
  A uniformidade na distribuição da gordura no tecido muscular confere maciez e sabor à carne angus, que é exaltada na preparação. ‘‘A gordura derrete parcialmente pela ação do calor e impregna a parte magra, melhorando seu valor e tornando-a tenra e apetecível’’, descreve o técnico.
  Para ele, o angus representa o casamento perfeito entre qualidade de carne e precocidade sexual. ‘‘Com 15 arrobas o animal já está com o acabamento ideal para o abate. E quanto mais cedo o animal for abatido, menos dinheiro sairá do bolso do pecuarista’’, conclui.

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