Andrológico pode garantir eficiência
Uma das garantias do bom ''raçador'' é o exame andrológico para saber as aptidões e detectar as possíveis anormalidades. O andrológico começa no campo, com a medida do tamanho do testículo (medida da circunferência escrotal) e exame dos órgãos genitais.
De acordo com o tamanho do testículo é possível atestar se o animal está dentro da média de sua raça. Para um bovino com maior massa testicular pode-se presumir maior produção de espermatozóides e, consequentemente, mais fertilidade.
O tamanho do testículo é uma característica herdável. Bovinos com testículos grandes podem transmitir a característica aos filhos. No caso das fêmeas, elas terão ovários maiores, resultando em melhor habilidade reprodutiva. Mas não é só o tamanho do testículo que conta. A coleta de sêmen a campo, mais a análise dos espermatozóides em laboratório e o teste de desejo para a atividade sexual (libido), completam o andrológico.
Outro método de análise que pode guiar a compra de animais é pedir reprodutores com Deps, ou seja, Diferença esperada na progênie, que definem o quanto o touro e a fêmea puderam imprimir nos filhos das suas melhores características. Informações do Programa de Melhoramento Genético da Raça Nelore (PMGRN), da USP, de Ribeirão Preto (SP), garantem que o ganho genético do uso de DEPs é 1,5 quilo/ano o que representa, em 15 anos, uma arroba por animal, e isso continua no rebanho, já que é ganho genético.





