VocaçãoPor por vocação, Andirá foi incluído no programa de piscicultura, um dos instrumentos de diversificação ruralO município de Andirá(Norte Pioneiro) deverá sediar um dos 16 pólos do Programa Nacional de Aquicultura previstos pelo governo Federal.
No Paraná serão três pólos: um em Toledo (Oeste do Estado) e outro no Vale da Ribeira (Região Leste). O projeto, que deverá ser concluído em outubro, formará uma cadeia de 46 municípios para uma produção média de 80 toneladas de peixe/dia e ainda prevê uma fábrica de ração e uma de filetagem de peixes.
Investimento internacional Agentes do Banco Mundial visitaram Andirá para viabilizar um investimento de U$4 milhões. Este dinheiro também financiará projetos de bananicultura, incentivado pelo município. ‘‘Estamos fazendo a primeira missão de supervisão do projeto lançado pelo Governo do Estado, mas a definição de investimentos vai depender da demanda dos produtores’’, explicou o técnico administrativo do Banco Mundial, Michel Carroll. Segundo ele, a piscicultura, a bananicultura e uma segunda Vila Rural em Andirá estão incluídos no empréstimo total, de U$ 153 milhões. do Governo do Estado, para a agricultura.
VocaçãoAndirá foi escolhido sede do pólo por apresentar forte vocação pela pscicultura. O município tem 104 hectares de tanques e uma produção de 1,5 mil toneladas/ano. ‘‘Até o ano passado isso correspondia a 2% da produção nacional’’, informou o técnico da Emater, Jackson Luiz Cruz Pinelli, um dos coordenadores do projeto.
Segundo ele, a Região Norte, que vai compor o pólo, tem uma média de 550 hectares de tanque. A produtividade é de 8,5 mil quilos por hectare. Cerca de 500 produtores estarão envolvidos no projeto.
Pinelli explica ainda que, no momento, o projeto está em fase de conclusão do diagnóstico regional sobre a vocação, que será enviado para a Universidade Federal do Paraná e CNPq. Ainda este mês eles iniciam uma pesquisa de mercado nacional. ‘‘E só então entraremos na fase de levantamentos de recursos’’, disse o técnico.
O prefeito de Andirá, Celso Tozzi, garantiu ‘‘portas abertas’’ para o projeto. Para ele, a piscicultura será ‘‘um grande passo para o desenvolvimento da região, geração de empregos e estabilidade do homem no campo’’. Tozzi informou ainda que o projeto investirá em entidades de ensino e pesquisa. Até o momento a Faculdade de Agronomia Luiz Meneghel, de Bandeirantes, e Universidade Federal do Paraná são as instituições educacionais envolvidas.

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