Amigos garantem troca de experiências
A variedade de caquis descoberta pelo produtor Matsuhido Yamamoto não se restringe à sua propriedade. ''Eu passei mudas para amigos que gostam da cultura''. Isso, garante Yamamoto, está permitindo a troca de experiências sobre a evolução da fruta. Caso do produtor Takafumi Fukushima, que também 'insiste' no cultivo da fruta. Ele está na atividade há mais de 30 anos e conta que nos útimos três anos, desde que a antracnose se instalou, os pomares foram reduzidos em 50%.
Estudioso, Fukushima já consultou diversos pesquisadores e institutos de pesquisa sobre uma forma de controlar ou conviver com a doença em sua região, mas ainda sem sucesso. ''Só o caqui Yamamoto ainda está resistindo'', conta. Para ele o clima da região de Apucarana favorece a sobrevivência do fungo.
Na região vizinha, Mauá da Serra, de acordo com ele, a incidência do fungo é menor e os produtores estão mantendo a cultura. ''A altitude é maior e o clima mais fresco'', deduz. Fukushima cita as orientação que recebeu de técnicos da assitência oficial de regiões produtoras do Estado de São Paulo, mas que também não deram resultado.
Fukushima reclama da falta de pesquisas sobre o controle da doença. ''A fruta tem pouca expressão comercial e não desperta o interesse de pesquisadores'', lamenta.
O excesso de chuvas do mês de janeiro, deixou o produtor bastante apreensivo, pois atrapalhou as medidas de controle da doença. Quanto à colheita ele também destacou a antecipação da maturação dos frutos em relação ao ano passado, mas preferiu não fazer previsões sobre a produção. No ano passado Fukushima colheu cerca de 4 mil caixas de 8 e 10 quilos em 1,5 mil árvores. O preço de comercialização na Ceagesp, em janeiro, variava entre R$ 25 e R$30/cx.(C.G.)





