Na tentativa de ampliar o mercado e incrementar a produção da matéria-prima e o processamento industrial da mandioca, a Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam) está desde o ano passado com um projeto para introduzir o amido na panificação. A campanha ganhou reforço em Paranavaí, onde a prefeitura incluiu no edital de licitação da merenda escolar a exigência de produção do pão francês com 20% de amido.
Agora a associação espera a aprovação no Congresso Nacional de um projeto de lei do deputado Aldo Rebelo que obriga a adição de farinha refinada, da raspa de mandioca ou da fécula na farinha de trigo. Segundo o conselheiro da Abam e gerente temático da cadeia produtiva da mandioca no Programa Paraná Agroindustrial, Ivo Pierin Júnior, até a década de 70 a adição era obrigatória no Brasil. Política governamentais, no entanto, deram subsídio ao trigo, incentivando a importação e deixando de lado a fécula de mandioca.
Pierin Júnior diz que ao contrário do amido de milho ou do arroz, a fécula de mandioca é inodora (sem cheiro) e insípida (sem sabor), características que permitem a adição na farinha de trigo para a fabricação de pães, bolachas, biscoitos e massas em geral. A difusão de tecnologia que contribuiu na melhoria da qualidade do processamento da mandioca na produção de amido, é considerado também um grande avanço do setor. Desde o ano passado, a Abam promove o projeto de capacitação técnica de padeiros, com cursos aplicados em diversas cidades do Paraná.

mockup