Ameaça à saúde dos consumidores
As principais alterações verificadas nas amostras do leite cru, analisadas pelo laboratório da Universidade Estadual de Londrina, foram a presença de brucelose, coliformes fecais, sangue, tuberculose e listeriose, a além de uma contagem microbiana muito acima do permitido e a presença de 20% de água misturada ao leite.
Vanerli Beloti explica que estas bactérias e o alto índice de micróbios podem provocar doenças e intoxicações graves. Na maioria dos casos as pessoas não relacionam o problema com o consumo do leite, e mesmo para os médicos fica difícil o diagnóstico porque muitas doenças demoram para se manifestar.
A tuberculose, por exemplo, é uma doença que tem aumentado na região de Londrina, e a veterinária acredita que é muito provável que seja provocada pelo alto consumo do leite cru. A listeriose é uma bactéria perigosa também, porque chega a provocar abortos.
A fervura do leite elimina apenas uma parte dos riscos, inibindo a ação das bactérias de tuberculose e brucelose, mas não evitam as intoxicações alimentares, que em certos casos podem levar até a morte, dependendo da toxina.
O consumo do queijo frescal, o queijo caipira, é mais perigoso ainda, porque o leite utilizado não passou pela pasteurização e nem pela fervura. Vanerli alerta para que as pessoas não corram risco de consumir leite o cru e o queijo feito dessa matéria-prima.(C.C.)





