Pequena queda na produção, grande redução do número de produtores e aumento da produtividade leiteira nos dois últimos anos.

Em resumo, essas são as principais conclusões da pesquisa da Leite Brasil, Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Organização das Cooperativas (OCB), Confederação Brasileira das Cooperativas de Laticínios e Embrapa/Leite. A pesquisa foi feita com as 15 maiores empresas de laticínios do País.

A pesquisa revelou que a quantidade de leite recebida nas indústrias passou de 6,310 bilhões de litros, em 2001, para 5,958 bilhões, em 2002 e para 6,031 bilhões em 2003, queda de 5,5% em 2002 e crescimento de 1,2% em 2003.

A queda do número de produtores foi maior, chegando a quase 17% no período. Em 2001 eram 116 mil produtores, que diminuíram para 98 mil em 2002 e para 64 mil em 2003. Já a produtividade diária cresceu cerca de 15%. Em 2001, era de 149 mil litros por produtor, subindo para 165 litros em 2002 e 171 litros em 2003.

Em relação ao ranking, não houve alteração na posição dos cinco primeiros colocados em comparação aos anos anteriores. O primeiro lugar continuou sendo da Nestlé, agora com o nome de DPA (Dairy Partners Américas), seguida pela Parmalat (captação feita antes da crise). Em terceiro lugar vem a Itambé, de Minas Gerais, depois a Elegê, do Rio Grande do Sul, e CCL de São Paulo. Esses cinco laticínios respondem por 67% do totla da produção.

Se houve grande salto no ranking, ele foi dado pela Cooperativa Central de Leite Nilza, de Ribeirão Preto, que pulou para a sétima posição. Em 2002 a empresa estava na 11 posição.

(*) Assessor da Leite Brasil

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