Alternativas surgem em momentos de dificuldades
É inegável que a agricultura brasileira atravessa um momento de extrema dificuldade. Há um perigoso desânimo tomando conta do agricultor. Mas, para vencer essa crise, ele deve fazer o melhor para elevar a produtividade. Não há outra saída senão fazer aquilo que o produtor paranaense sabe fazer tão bem, que é plantar e colher, e assim buscar uma saída para vencer as dificuldades, afirma Eliseu de Paula, presidente da Corol Cooperativa Agroindustrial.
Para Eliseu, além da falta de uma política agrícola, o momento atual foi agravado pela desvalorização do dólar na hora da comercialização dos produtos, pela estiagem que afetou a última safra e também pela demora na liberação de recursos suficientes para estimular o plantio da próxima safra.
Mesmo diante desse quadro, ele recorda que nas últimas décadas testemunhou outros tantos momentos de incerteza para a agricultura. A grande geada de 1975, que dizimou os cafezais, foi um divisor de águas na agricultura paranaense. Naquele momento, o cafeicultor parecia que não iria encontrar saída. Porém, o processo de diversificação foi acelerado e em poucos anos a agricultura do Paraná deu um grande salto, recorda.
O presidente da Corol diz ser compreensível, nesse momento, o desânimo do agricultor. Mas ressalta: nos momentos de crise é que precisamos buscar alternativas. A lição que podemos tirar é que não se deve carregar todos os ovos numa única cesta. Isso passa pela diversificação.
Nesse processo, Eliseu cita que a Corol tem procurado oferecer oportunidades para a diversificação como a produção de cana, laranja, uva e agora com a pecuária.
A cooperativa tem se mobilizado na ajuda dos associados que não conseguiram quitar seus débitos. A primeira medida, segundo o presidente, foi buscar o alongamento da dívida com recursos do Banco do Brasil, justamente para que os cooperados pudessem ter condições de continuar plantando.
A segunda medida, foi o lançamento de um Plano de Vendas de Insumos. Com essa ação, a Corol busca junto a mais de 30 fornecedores de insumos, a diminuição do preço para beneficiar o associado, oferecendo produtos de qualidade com garantia de origem. Também foi oferecido prazo de safra para pagamento.
Eliseu destaca que, em função da queda do dólar, o preço dos insumos estão, em média, 25% mais baixos que os valores praticados na safra passada. O nosso esforço dentro da Corol é conscientizar o associado de que é preciso buscar condições para elevar a produtividade. Temos cerca de 90 agrônomos no campo justamente para oferecer assistência técnica. Contra todas essas adversidades, acreditamos na determinação dos produtores e na força de recuperação de nossa agricultura, finaliza.





