Alternativas para reduzir perdas no milho safrinha
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 29 de junho de 2001
Carolina Avansini De Londrina 
Alternativas para reduzir as perdas do milho safrinha no período de armazenagem foram divulgadas durante o 6º Seminário Nacional do Milho Safrinha, 2ª Conferência Nacional de Pós-Colheita e 2º Simpósio em Armazenagem Qualitativa de Grãos do Mercosul, realizados em Londrina nessa semana.
No evento foram lançados os livros Silagem de Grão Úmido de Milho e A Cultura do Milho Safrinha, com artigos de vários autores analisando o desenvolvimento e as perspectivas da cultura no País. Franklin Arthur, PhD em etimologia e pesquisador do Departamento de Agricultura do Estados Unidos (USDA), veio ao Brasil para difundir a utilização da aeração para controle de insetos no armazenamento.
A técnica é normalmente utilizada para controlar a umidade. Nos EUA, a pesquisa está indicando a tecnologia também para o manejo dos insetos. Segundo Arthur, o objetivo é reduzir o uso de produtos químicos, o que diminuiria os resíduos nos alimentos e os custos do processo produtivo. Propomos o manejo integrado para simplificar o sistema e facilitar o acesso dos produtores às técnicas, disse.
Segundo o especialista, a tecnologia é viável no Sul do Brasil ou em áreas localizadas em altas altitudes. O sistema só é adequado para temperaturas inferiores a 18 graus, explicou.
O engenheiro agrônomo Flávio Lazzari, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), participou do evento para divulgar o livro Silagem de Grão Úmido de Milho, editado por ele e sua esposa Sônia, com participação de vários autores.
A técnica consiste em retirar o milho da lavoura logo após a maturação, sem esperar a perda da umidade. Os grãos são triturados e compactados, passam por um processo de fermentação e ficam prontos para consumo em duas semanas. De acordo com ele, o processo permite baratear o custo do produto em 20% a 25%.
O professor Daniel Marçal de Queiroz, do Departamento de Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Viçosa (Minas Gerais), ministrou palestra sobre sistemas de aquecimento de ar para secagem de grãos em baixas temperaturas. Segundo ele, a secagem permite antecipar a colheita e evita perdas por causa do ataque de insetos, pássaros e fungos.
O pesquisador falou sobre as vantagens de utilização do GLP como fonte energética para os sistemas de aquecimento, que incluem redução na porcentagem de fraturas e trincas, além de permitir controle absoluto da temperatura, combustão completa e maior limpeza das instalações.


