A Fazenda Antares, em Londrina, produz média de dois mil litros de leite/dia. Nos 157 hectares mantém ainda uma granja de postura e tem a agricultura. Ao todo são 12 casas, incluindo a sede. A média de consumo diário na propriedade é de 500 quilowatts. O maior consumo está no setor produtivo.
Mesmo que o Paraná ainda não esteja no esquema do racionamento, o veterinário e gerente da Antares, Guilherme Kniebel, vê com preocupação a exigência do Governo de que as propriedades rurais reduzam 10% no consumo de energia.
‘‘Gastamos apenas o essencial, até porque gastar a mais seria aumentar nosso custo de produção. A única alternativa de economia seria reduzir o número de lâmpadas acesas no estábulo, por exemplo. Reduzir 10% do consumo total é difícil. Não tenho como parar bombas para lavar as máquinas ou reduzir o tempo de ordenha.’’
Na produção leiteira, segundo ele, há uso de grande número de maquinários que dependem de energia o que aumenta o consumo. ‘‘Além da ordenhadeira e tanque de resfriamento do leite, é preciso funcionar bombas d’àgua, trituradores de alimentos, e outros aparelhos essenciais para a produção.’’
Outra alternativa, de acordo com Guilherme Kniebel, seria usar energia solar no lugar de elétrica para aquecer a água que é utilizada para lavar os equipamentos. ‘‘Mas esses equipamentos são inviáveis para o produtor.’’
Na granja de aves de postura, de acordo com Kniebel, há também grande necessidade de energia. ‘‘As aves têm que ter de 16 horas a 17 horas diárias de luz e para isso são usadas lâmpadas comuns. Comprar lâmpadas fluorescentes compactas, como está sendo aconselhado para economizar energia, fica inviável economicamente’’, avalia Kniebel. (C.B.)

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