Alternativa para uso na silagem
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quinta-feira, 27 de julho de 2000
Cláudia Barberato De Londrina 
Com as geadas queimando milho, cana, trigo, aveia, pastagens entre outros materiais, o criador de gado de corte ou de leite pode estar sem alternativas para alimentar os animais. O pasto já estava vindo de um período de seca e não havia muita quantidade de massa no campo. Com a geada a situação piorou, já que o pouco que havia foi queimado.
Segundo o agrônomo Lúcio Flávio Gouvêa, da Chr Hansen, empresa que atua no mercado de produtos inoculantes destinados a fermentação de silagem, o uso desses aditivos pode melhorar um pouco a qualidade dos alimentos que serão fornecidos ao rebanho como alternativa ao pasto.
Esses produtos, garante Gouvêa, podem ser usados no milho safrinha, na cana e no capim, entre outros materiais. Este ano poucos produtores fizeram reservas para o inverno porque não esperavam temperaturas tão baixas e geadas. O que sobrou, no campo, depois das geadas, segundo Gouvêa, foi um produto pobre nutricionalmente, mas que pode ser melhorado a fim de não alterar ou pelo menos manter a produção de carne e de leite dos animais.
De acordo com Gouvêa, a Chr Hansen tem no mercado dois produtos que podem ser misturados a silagem de milho, girassol, capim, capineiras ou cana. São inoculantes que funcionam na fermentação do material. O uso dos produtos tem um custo de R$1,80 por tonelada ensilada e significa, segundo o agrônomo, uma alternativa mais barata do que comprar ração. A tonelada da ração pode custar de R$250 a R$300 e para quem perdeu muito com a geada pode não ser uma alternativa viável.
Na compra de produtos para fermentação, de acordo com Gouvêa, o produtor gastará em média de R$40 a R$45 a tonelada para uso na silagem do milho e entre R$15 e R$20 para a silagem de capim. O agrônomo lembra ainda que no processo normal um silo só pode ser aberto com 30 a 40 dias. Com os inoculantes pode-se abrir o silo, no caso do milho, em 7 dias e para a silagem de capim em 10 dias.
Outro risco agora, alerta o agrônomo, é que ao deixar o produto no campo (milho, capim, cana, e outros) com as chuvas, pode haver perdas do material. Melhor é colher e ensilar para garantir o alimento com o frio que ainda temos pela frente.
De acordo com o técnico Miguel Terluk, da Waldomiro Gross, o uso de inoculante na silagem além de acelerar a fermentação, prolonga o tempo de conservação, reduz perdas, melhora a palatabilidade e aumenta a ingestão de matéria seca. Consequentemente, avalia Terluk, a performance do animal fica equilibrada. Segundo ele, após as primeiras geadas de julho a procura pelos inoculantes já aumentou em 30%.


