Alternativa para região Noroeste O Instituto Agronômico do Paraná testa quatro variedades de caju e o resultado é bom Dorico da SilvaO desenvolvimento dos frutos e das castanhas foi considerado muito bom pelo pesquisador Paulo Guilherme RibeiroAs plantas de cajueiro anão são precoces e começam a florescer aos 6 meses Cristina Côrtes De Londrina O cultivo do caju pode ser uma boa alternativa para as regiões Noroeste e Extremo Norte do Estado, que hoje não tem opções frutíferas por causa de suas condições de solo e clima. O pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná, Paulo Guilherme Ribeiro, tem feito experimentos com quatro variedades precoces, trazidas da Embrapa Agroindústria Tropical e os resultados são bons. O plantio experimental começou em 95 e desde o primeiro ano, apesar das condições de clima de Londrina não serem muito favoráveis, as plantas tiveram florescimento, comenta Paulo Guilherme. As variedades utilizadas foram a CCP 09 e CCP76, que são clones de caju precoce. Produção Além de frutos grandes e bonitos, os cajus produzidos no Paraná mostraram bom desenvolvimento de suas castanhas, o que confere mais valor agregado à produção. Segundo Paulo Guilherme, essas variedades precoces têm um porte mais baixo e produzem em média 1.500 kg/ha de castanha e aproximadamente 3.000 kg/ha de frutos. Produzem com 1 ano e o espaçamento deve ser de 5 metros por 5 metros. Quanto à adubação, o pesquisador comenta que não há necessidade de muita preocupação, porque ‘‘os nossos solos, comparados com os do Nordeste, são melhores. ‘‘Mas, vale fazer uma adubação de manutenção para melhorar a produtividade’’, comenta. O pesquisadorr está preparando mudas, e quer testar também o desenvolvimento em outras regiões do Estado. Qualidade A Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza-Ce) está investindo na qualidade do caju, e estimulando a produção de mudas enxertadas de cajueiro anão precoce. A inciativa representa um suporte para o desenvolvimento do Plano de Recuperação da Cajucultura no Nordeste. Segundo os pesquisadores, na região Nordeste do País já existem condições de produzir, até 2003, mais de 14 milhões de mudas enxertadas. A Embrapa treinou 904 pessoas dos estados da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piaui, Maranhão e Rio Grande do Norte. Os programas de treinamento tiveram início em 90, com a capacitação de trabalhadores rurais, produtores e multiplicadores na técnica de enxertia de cajueiro. Além disso formaram uma rede de viveiristas capazes de produzir mudas de cajueiro com elevado padrão genético. Com esta capacidade de produção de mudas, estima-se que é possivel atender as necessidades de um pomar de 68.800 ha de cajueiro com alta tecnologia.

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