Alternativa do produtor
552 contratos é o novo interesse...; 556 é o novo contrato de interesse. Cada vez que o leiloeiro anuncia um novo lote para comercialização, é aquele agito nas Bolsas. O corretor não desgruda do telefone. Ele passa o tempo todo informando (e vice-versa) a cotação do leilão à Bolsa que representa.
Antes, o agricultor costumava vender a sua produção apenas para o Governo Federal, que aí tratava de providenciar a comercialização, mas sem se preocupar com a variação dos preços .
Com a era da globalização, porém, a negociação agora também é um pouco diferente. Tornou-se necessária, na avaliação dos entendidos da área, a figura do corretor, via Bolsa. ‘‘É vantajoso para o produtor adquirir um contrato junto à bolsa’’, explica o presidente da Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina (BCLM), Antonio Abrão.
‘‘Para o agricultor é mais seguro e eficaz escoar a sua produção através das Bolsas’’, garante Antônio Abrão. As Bolsas são interligadas por computador ou telefone. A de Londrina está interligada a outras 27 Bolsas espalhadas pelo Brasil. ‘‘Com a Bolsa o produtor tem garantido o preço dentro da realidade do mercado’’, assegura o presidente da BCLM.
Durante a 37ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, por exemplo, foi realizado o Leilão de Contratos de Opção de Milho. A promoção foi da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Dos 7.408 contratos de milho ofertados, 3.103 foram vendidos. Cada contrato equivale a 450 sacas de 60 quilos cada.
Pelo Contrato de Opção, o agricultor tem a alternativa de entregar (ou não) o seu produto ao Governo. No leilão do milho em Londrina a saca foi comercializada a R$ 7,30, para ser entregue até o dia 15 de outubro. A saca estava cotada, na semana passada, a R$ 6,70.
Se, nesse período (até 15 de outubro), conseguir vender o milho por um preço melhor, o agricultor pode concretizar a transação e nem precisa avisar ao Governo.

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