Alternativa de trabalho e renda
Além de diminuir a dependência de outros estados, o projeto que está sendo implementado pela Região Metropolitana de Londrina (RML) tem outro objetivo que pode gerar ganhos ainda maiores. A floricultura pode se consolidar como atividade competitiva sustentável para um significativo contingente de pequenos produtores, diz Elza Correa, coordenadora da RML.
Para ela, os produtores terão oportunidade de ocupação e renda, se houver o acesso à tecnologia, assistência técnica e canais adequados de comercialização. Um dos fortes argumentos para a implantação do polo florícola é a inclusão social. Elza lembra, que por ser intensivo, o cultivo de flores gera grande ocupação familiar, principalmente de jovens e mulheres.
No cultivo a céu aberto são criadas três vagas de trabalho por hectare, nos viveiros, cinco vagas por hectare e em estufas, 10 vagas, diz. Segundo ela, em épocas de pico, são necessários 15 pessoas por hectare.
Elza afirma que o projeto vem ao encontro de um dos compromissos da RML, que é promover o desenvolvimento regional. Os agricultores familiares muitas vezes não têm condições de se dedicar à produção de grãos. As inúmeras famílias de Tamarana e São Jerônimo da Serra, que possui um dos IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) mais baixos do Paraná poderiam se dedicar à floricultura, exemplifica.
Há ainda um ganho para a economia do Estado. Segundo levantamento da RML, a implantação do programa terá um custo em torno de R$ 40 milhões, o que vai resultar num aumento de igual valor no PIB paranaense. A estimativa é que o volume irá resultar num acréscimo de 9% (R$ 7,2 milhões) na arrecadação de impostos estaduais, possibilitando o retorno do investimento em dois anos.
Outro significativo volume de dinheiro poderá circular na economia paranaense em vez de rechear cofres paulistas, principal fornecedor do Estado é das cidades de São Paulo que vêm mais de 90% do que o estado consome. Segundo levantamento da RML, a implantação do projeto vai permitir a redução de pelos menos 50% da dependência e possibilitar que pelo menos R$ 40 milhões permaneçam em poder dos produtores.
Os produtores terão acesso a recursos do Pronaf para a implantação do projeto. Estarão disponíveis R$ 3,5 mil para a produção de kalanchoe, crisântemos, folhagens para corte, mudas para jardinagem, plantas aromáticas, condimentares e medicinais. Para a produção de gérberas, begônias, lírios, gloxínias, samambaias serão R$ 15 mil. Segundo o projeto, os recursos podem ser utilizados para cobrir custos com vasos, mudas, adubos, embalagens, caixaria e parte da mão de obra. (R.C.)





